China
Sucessor de Hu Jintao deve reaparecer no sábado
Vítima de dor nas costas, o vice-presidente Xi Jinping não aparece em público desde o início de setembro e até cancelou um encontro com Hillary Clinton
O provável sucessor do presidente da China, Hu Jintao, o vice-presidente Xi Jinping (How Hwee Young/ Reuters)
O provável sucessor do presidente da China, Hu Jintao, o vice-presidente Xi Jinping, pode realizar uma aparição em público neste sábado após um período de reclusão - não explicado pelas autoridades do país - desde o início do mês, ocasião em que cancelou diversos compromissos oficiais, entre eles um encontro com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.
Fontes próximas à cúpula de direção chinesa e familiarizadas com a condição do político disseram à agência Reuters que Jinping, de 59 anos, sofre de dor nas costas e que, por orientação dos médicos, está em repouso, passando por fisioterapia. Além disso, ele aproveita para se preparar para o processo de transição de poder, previsto para começar em outubro. "Ele está bem agora”, afirmou uma das fontes.
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Recuperação - Uma segunda pessoa disse à agência de notícias que as sessões de fisioterapia acontecem no vigiadíssimo Zhongnanhai, complexo murado onde fica a residência dos líderes comunistas e sede do Executivo. "Não foi grave, mas foi muito doloroso e ele recebeu ordens para ficar de cama", afirmou. Uma terceira fonte afirmou que Xi pode aparecer em público já no sábado, mas não foram revelados outros detalhes.
Todas as fontes falaram sob condição de anonimato, já que tradicionalmente a saúde dos políticos chineses é tratada como um tema sensível no país. As autoridades chinesas se recusam a informar oficialmente o que aconteceu com o dirigente, alimentando especulações de que ele teria sofrido um ataque cardíaco, um derrame, uma cirurgia de emergência contra um câncer ou até uma tentativa de assassinato.
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Na última quarta-feira, a imprensa estatal chinesa divulgou comentários atribuídos a Jinping –condolências pela morte de um companheiro do partido comunista - pela primeira vez desde o seu sumiço, mas não houve fotos nem aparição pública.
Sobre a relutância do governo em comentar a situação de Jiping, Cheng Li, especialista em política chinesa do Instituto Brookings, de Washington, disse que é perfeitamente compreensível. "O que podemos dizer? Se você diz que ele está no hospital, as pessoas pensam: ‘Ah, meu Deus, ele está morrendo'. Isso vai gerar uma nova onda de histórias sensacionalistas", disse.
Transição – Ainda segundo as fontes ouvidas pela Reuters, Jinping tem trabalhando muito durante sua recuperação para evitar atrasos na abertura do congresso do partido. "Ele cancelou todas as funções públicas externas e internas para se concentrar no trabalho preparatório para o evento", explicou.
(Com Agência Reuters)