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Soldado brasileiro morto no Haiti voltaria ao país em duas semanas
(AFP)
O 2º sargento do Exército brasileiro Davi Ramos de Lima, morto na noite de terça-feira no terremoto que atingiu o Haiti, fazia parte do grupo que voltaria ao Brasil no próximo dia 23 de janeiro. Segundo sua família, Davi deveria ter voltado para casa, em Lorena, no Vale do Paraíba, SP, no dia 4 de janeiro, mas um imprevisto cancelou a viagem. O militar, de 37 anos, deixou uma esposa e três filhos, sendo o mais novo de apenas 4 meses. Ele estava em missão de paz no Haiti havia seis meses.
"Quando fomos dormir ontem, nem sabíamos do terremoto. Por volta das duas horas da manhã, o comandante do Exército bateu em nossa porta e disse que quatro pessoas tinham morrido no terremoto e que ele (Davi) era uma dessas pessoas", conta Taynara Paola Espindola de Lima, de 14 anos, filha mais velha do sargento.
"Ele contou que o meu pai estava na parte exterior do alojamento, acho que em missão, e que uma parede desabou em cima dele". Ainda de acordo com Taynara, o Exército não passou mais nenhuma informação para sua família, como por exemplo onde estava o corpo e quando chegaria ao Brasil. "Minha mãe tem que amamentar meu irmão mais novo, mas não consegue nem se mexer na cama de tão abalada que está", diz Taynara.
De acordo com o sub-tenente Leonardo César, auxiliar de Relações Públicas do 5º batalhão de Lorena, o Exército brasileiro está com muita dificuldade de comunicação com o Haiti e muitas informações ainda são desencontradas. Por conta da falta de informação, a irmã de um dos soldados desaparecidos, também de Lorena, está buscando notícias na internet.
"Estou acompanhando pela internet. Não sei nada mais do que a imprensa. O Exército está entrando em contato com a minha família, mas até agora não falaram nada de concreto. Mas, como o nome dele não foi citado em nenhum lugar, creio que ele está bem. Eu só queria ter algum informação mais exata", disse Renata Alvim, irmã do soldado Lucas Vinicius Alvim, que está há seis meses em missão de paz no Haiti e com previsão de volta para o próximo dia 23 de janeiro.
De acordo com o sub-tenente do Exército Leonardo César, qualquer informação sobre vítimas só será divulgada após o conhecimento da família. "O que podemos garantir é que tudo que for oficial estará no site do Exército. Não divulgaremos nenhum nome antes que a família da vítima fique sabendo", diz o sub-tenente.
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