Tarja do tema Revoltas no mundo islâmico
 
02/04/2011 - 12:41
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Protestos

Síria prende dezenas de opositores, diz grupo de ativistas

Na sexta, nove pessoas foram mortas em repressão pelas forças do governo

Manifestantes foram às ruas da Síria pedindo liberdade

Manifestantes foram às ruas da Síria pedindo liberdade (STR / AFP)

As autoridades sírias prenderam vários manifestantes neste sábado, um dia depois das manifestações de milhares de pessoas a favor da democracia que deixaram pelo menos nove mortos, informaram militantes dos direitos humanos. O governo dos Estados Unidos e a ONU denunciaram o uso da força contra as manifestações, convocadas na sexta-feira por opositores frustrados com a falta de anúncios de reformas democráticas por parte do presidente Bashar Al-Assad, apesar dos protestos contra o regime que começaram em 15 de março.

Quase 40 pessoas foram detidas em Duma, 15 quilômetros ao norte de Damasco, em Homs (160 quilômetros ao norte) e em Deraa (100 quilômetros ao sul da capital), epicentro das revoltas. Cerca de 200 pessoas voltaram a protestar neste sábado diante do palácio de justiça de Deraa. "A morte antes da humilhação" e "Liberdade, Liberdade", gritaram.

A Síria vive há meio século sob um regime de estado de emergência que limita consideravelmente as liberdades e proíbe as manifestações. Quatro pessoas foram detidas após o protesto. Durante a madrugada foram detidos o arquiteto Khaled Al Hassan, o advogado Hassan Al Aswad e o professor Isam Mahameed, segundo o observatório sírio de direitos humanos, que tem sede em Londres.

Disparos - Na sexta-feira, além de um jovem morto em Sanamein, oito pessoas faleceram em Duma. Na saída de uma mesquita, os manifestantes jogaram pedras nos policiais, que reagiram com tiros. As autoridades, no entanto, acusam um grupo armado de ter iniciado os disparos.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, se declarou "profundamente preocupado" com a situação na Síria. "O secretário-geral está profundamente preocupado com a situação na Síria, onde foi anunciada a morte de civis durante as últimas manifestações antigovernamentais", afirma um comunicado oficial. "Ban Ki-moon critica o uso da violência contra manifestantes pacíficos e pede o fim imediato", completa.

(Com agência France-Presse)

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