Tarja - Guerra Civil na Síria

Diplomacia

'Assad está se comportando como assassino', diz Sarkozy

Presidente francês pede que ditador sírio seja julgado pela Corte Internacional

'Assad está se comportando como um assassino', diz Sarkozy

'Assad está se comportando como um assassino', diz Sarkozy (Benoit Tessier / Reuters)

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmou nesta quarta-feira que o ditador sírio, Bashar Assad, deve ser julgado pela Corte Internacional, ao mesmo tempo em que apelou por corredores humanitários no país. Para Sarkozy, Assad "está se comportando como um assassino". "Precisamos de corredores humanitários. Para isso, devemos desbloquear os vetos da Rússia e da China no Conselho de Segurança da ONU", disse em uma entrevista à estação de rádio Europe-1. De acordo com o presidnete, o Exército da França "não pode intervir de maneira alguma" na Síria sem o apoio das Nações Unidas.

Entenda o caso


  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram mais de 9.400 pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

Já a Itália chamou de volta toda a equipe de sua embaixada em Damasco nesta quarta-feira e suspendeu as atividades diplomáticas na Síria. Um comunicado da chancelaria italiana afirmou que a medida foi tomada por motivos de segurança e para ressaltar "a condenação mais forte possível do governo à violência inaceitável do regime sírio contra os seus próprios cidadãos".

No início do mês, a França fechou sua embaixada na Síria com o objetivo de denunciar o "escândalo da repressão" por parte do regime de Bashar Assad contra sua população. "Junto com o ministro das Relações Exteriores, Alain Juppé, tomamos a decisão de fechar nossa embaixada na Síria", declarou Sarkozy à imprensa.

'Assassinato' - No fim de fevereiro, Sarkozy já havia se pronunciado após a morte da jornalista americana Marie Colvin e do francês Rémi Ochlik, vítimas de um bombardeio contra a cidade rebelde síria de Homs. "Foi um assassinato", considerou. "Aqueles que fizeram isso deveriam prestar contas."

Juppé também indicou à ocasião que a França considera o regime de Assad responsável pela morte dos dois jornalistas. "Diante da urgência da situação, o regime de Damasco nos deve uma resposta, e será responsável por seus atos", disse. "Isso mostra que agora já basta, esse regime deve sair. Não há razão alguma para que os sírios não tenham o direito de viver sua vida, de escolher seu destino livremente."

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