Irã
Sakineh pode ser morta a qualquer momento, diz Anistia Internacional
Irã fez manobra para aliviar pressão, não existe declaração que anule o apedrejamento
Ashtiani foi considerada culpada por ter mantido "relações ilícitas" com dois homens em 2006 (Reprodução)
A Anistia Internacional afirmou nesta quarta-feira que enquanto não existir uma declaração expressa da magistratura iraniana anulando a condenação por apedrejamento, Sakineh Mohammadi Ashtiani "poderá ser morta a qualquer momento". Segundo o organismo, embora em 4 de agosto a condenação à morte de Sakineh tenha começado a ser revisada no Tribunal Supremo iraniano, é muito provável que essa revisão seja uma tentativa das autoridades do Irã para reduzir a pressão internacional.
No mês passado, o Judiciário iraniano adiou a decisão final do caso, com uma revisão aparentemente focada em saber se ela deveria ser enforcada ao invés de ser apedrejada. Além disso, para responder às críticas, o Irã sugeriu que ela não é só culpada de adultério, mas também de matar o marido.
Um informe do serviço de notícias conservador Jahan afirmou, sem citar fontes, que Sakineh havia sido condenada pelo assassinato de seu marido, mas que os juízes não haviam oferecido essa informação à imprensa e os detalhes da morte foram “horríveis”. A mesma informação foi reproduzida por vários outros sites de notícias iranianos.
Com isso, um porta-voz do ministério das Relações Exteriores iraniano respondeu oficialmente à oferta do presidente Lula, que a oferecera asilo, afirmando que o brasileiro não tinha sido plenamente informado sobre o caso e que “os detalhes da condenação do indivíduo” tornam-no “claro”.
A AI continua recolhendo assinaturas no site www.actuaconamnistia.org para pedir que a execução não ocorra.
Caso - Em 2006, Sakineh recebeu 99 chibatadas por manter “relações Ilícitas” com dois homens depois que ficou viúva. Mais tarde, naquele ano, um dos homens foi condenado por matar o marido dela. Seu caso foi reaberto e ela foi condenada por adultério e sentenciada à morte por apedrejamento. Sakineh está sem advogado desde a fuga do Irã de Mohammad Mostafaei, que a defendia.
Lula - O presidente Lula disse que o Brasil poderia conceder asilo à mulher condenada se ela “estivesse causando problemas no Irã”. Inicialmente, Lula recusou pedidos de defensores de direitos humanos para usar sua relação cordial com o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad para influenciar o processo, mas aparentemente mudou de ideia durante um comício de apoio a uma mulher - sua candidata à Presidência, Dilma Rousseff. A oferta foi recusada.
(Com Agência EFE)





Comentários
Ana
Jesus perdoou Maria Madalena , pq eles não podem tbm perdoar ? Que atire a primeira pedra aquele que não tiver pecados ...... pecamos a toda hr em atos , palavras e pensamento . Que leis são essas que adulterar é crime , e matar não ? Gente, vivemos num pais abençõado por Deus e bonito por natureza.Viva o BRASIL!!!!!!!!!!
09.11.2010
valter
e um a bisurdo como a nações que agem com essas tradiçães do mundo atrazado.
17.08.2010
Hamilton Belloto
Independentemente da avaliação de que a pena de morte é medida abominável, incompatível com a idéia de Estado de Direito (antropologicamente correto), o fato é que o noticiário tem dado mostras de que o processo em questão esteja eivado de nulidades. Assim, qualquer Estado Constitucional, até para que seja considerado como t(..)
17.08.2010
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RACHID
LULA TEM DE FICAR CALDO AO SE TRATAR DE ASSUNTOS QUE ELE SEMPRE VAI DESCONHECER ...
17.08.2010