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Repressão aumenta em Cuba, mesmo sem Fidel Castro

18/11/2009 16:57


Raúl Castro, irmão de Fidel Castro (Foto: AFP)
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O presidente cubano, Raúl Castro, irmão de Fidel Castro, intensifica a repressão em Cuba e aumenta as violações dos direitos humanos no país. Os dados são do relatório da organização não governamental Human Rights Watch (HRW), publicado nesta quarta-feira.

Segundo o documento, cerca de 40 pessoas foram presas sob a acusação de serem perigosas à sociedade. Também foram registradas agressões a dissidentes e condições inapropriadas nas carceragens do país.

Batizado Um novo Castro, a mesma Cuba, o relatório descreve o temor de quem se opõem ao governo do país, entregue a Raúl pelo seu irmão, Fidel. De acordo com o levantamento da ONG, a ilha ampliou o uso de leis que permitem a punição de quem burlar as normas socialistas, "capturando a essência do pensamento repressivo do governo cubano de anos atrás".

Cuba se defende e diz utilizar o sistema comunista para garantir à população saúde pública gratuita, educação, moradia e alimentos básicos. Raúl Castro ainda lembra que não há no país presos políticos e que os ativistas detidos foram acusados por razões legítimas, como traição.

Embargo - A Human Rights Watch (HRW) fez duras críticas ao embargo imposto pelos Estados Unidos e, embora reconheça como sendo de Cuba a culpa pelos abusos de direitos humanos, afirma que tal decisão colabora com a manipulação do governo Castro.

Organizações independentes da Cuba afirmaram que há no país, pelo menos, 200 prisioneiros políticos. O governo não confirma a legitimidade das informações.

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Últimas notícias (Agência Estado/AFP/Reuters)

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