Diplomacia
Grã-Bretanha defende presença militar nas Malvinas à ONU
Argentina protestará contra militarização das ilhas nas Nações Unidas
Faixa escrito "fora britânicos das Malvinas" é pendurada na frente da Casa Rosada, em Buenos Aires (Enrique Marcarian / Reuters)
A Grã-Bretanha insistiu na noite de terça-feira que a soberania das Malvinas é britânica e defendeu sua presença militar nas ilhas, depois que a presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou que apresentará um protesto na ONU pela "militarização" do arquipélago.
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Entenda o caso
- • As Ilhas Malvinas - Falkland, em inglês - ficam a cerca de 500 quilômetros do litoral argentino, mas são administradas e ocupadas pela Grã-Bretanha desde 1883.
- • O arquipélago sempre foi motivo de tensão entre os dois países, até que em 1982 o ditador argentino Leopoldo Galtieri comandou uma invasão ao território.
- • O governo britânico reagiu rapidamente, enviando às ilhas uma tropa quase três vezes maior do que à da Argentina, que se rendeu dois meses depois.
- • Na guerra morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.
"Nossa posição quanto ao assunto não mudou em todo esse tempo e é bastante clara: só negociaremos a soberania das ilhas se seus habitantes quiserem negociá-la, o que não ocorre no momento", disse um porta-voz da Missão da Grã-Bretanha na ONU após o anúncio de Cristina.
O porta-voz mostrou cautela sobre o protesto que a Argentina quer apresentar nas Nações Unidas e disse que agora "é preciso esperar para ver", mas aproveitou para destacar que o seu país já deixou claro em diversas oportunidades na ONU que a soberania das ilhas é britânica e também defendeu sua presença militar nas Malvinas.
Carta - O funcionário britânico citou a carta enviada há apenas dez dias pelo embaixador britânico, Mark Lyall Grant, ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para que este a divulgasse aos estados-membros. "A presença militar defensiva da Grã-Bretanha nas Falklands (Malvinas) só existe com o objetivo de defender os direitos e a liberdade dos habitantes das ilhas para determinar seu próprio futuro político, social e econômico", diz a carta. O documento reitera que, "aproximadamente a cada seis meses, a Grã-Bretanha realiza exercícios militares de rotina com mísseis de curto alcance nas ilhas".
O embaixador britânico ressalta ainda ao secretário-geral que, "em contraste com a posição da Argentina, a posição da Grã-Bretanha e das Falklands (Malvinas) se baseia firmemente no princípio vinculativo e fundamental das Nações Unidas da livre determinação de todos os povos". "A Grã-Bretanha formulou uma série de propostas para diferentes tipos de cooperação e segue sumamente interessado em fomentar uma relação construtiva com a Argentina", completa a carta.
Argentina - Cristina Kirchner anunciou na terça-feira que apresentará um protesto nas Nações Unidas pela "militarização" das Malvinas por parte da Grã-Bretanha, que ocupa o arquipélago desde 1833. Cristina disse que a Argentina interpreta como uma "militarização do Atlântico Sul" o envio por parte de Londres do MS Dauntless, o destroier mais moderno da Marinha Real britânica.
(Com agência EFE)
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Comentários
brasileiro
Solução.Malvinas ou Falklands livre e independente como nação.Duvido que a Argentina aceite isso também.Na realidade ela que desviar atenção como os militares fizeram outrora.Típico de governos autoritários e incompetentes.
08.02.2012