Tarja do Tema em Foco Grampos na Grã-Bretanha

Justiça

Rebekah Brooks é indiciada por grampos na Grã-Bretanha

Ex-chefe da News International deverá comparecer a tribunal em 3 de setembro

Rebekah Brooks e Andy Coulsondirigiram em diferentes períodos o extinto tabloide News of the World

Rebekah Brooks e Andy Coulsondirigiram em diferentes períodos o extinto tabloide News of the World (Leon Neal / AFP)

Rebekah Brooks, ex-chefe executiva da News International, filial britânica do grupo de comunicações do magnata australiano Rupert Murdoch, foi acusada formalmente pelo caso das escutas ilegais e deverá se apresentar a um tribunal londrino em 3 de setembro.

Entenda o caso


  1. • O tabloide News of the World recorria a detetives e escutas telefônicas em busca de notícias exclusivas - entre as vítimas estão celebridades, políticos, membros da família real e até parentes de soldados mortos.
  2. • Policiais da Scotland Yard também teriam sido subornados para fornecer informações em primeira mão aos jornalistas.
  3. • O escândalo forçou o fechamento do jornal sensacionalista, que circulou por 168 anos e era um dos veículos do grupo News Corp., do magnata Rupert Murdoch.
  4. • Agora, a polícia investiga uso de grampos ilegais em outros jornais britânicos.

Segundo informou nesta sexta-feira a imprensa britânica, Rebekah foi indiciada ontem à noite na delegacia de Lewisham, no sudeste de Londres, onde lhe foi comunicado que em 3 de setembro deverá apresentar-se à Corte de Magistrados de Westminster para iniciar o processo judicial. Também já foram apresentadas acusações de maneira formal contra Andy Coulson, ex-chefe de imprensa do primeiro-ministro britânico, David Cameron, e contra outros jornalistas, que deverão se apresentar ao tribunal de Westminster no próximo dia 16.

Em 24 de julho, a Promotoria da Coroa decidiu impor acusações contra oito pessoas pelas escutas ilegais, entre elas Rebekah e Coulson. Os dois dirigiram em diferentes períodos o extinto tabloide News of the World, que estava no centro do escândalo pelas escutas ilegais que durante anos lhe permitiram publicar vários furos jornalísticos.

(Com agência EFE)

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