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Ásia

Questão nuclear norte-coreana está na pauta de Obama na visita à Coreia do Sul

18/11/2009 15:32


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, chegou à Coreia do Sul nesta quarta-feira para dicutir maneiras de atrair a Coreia do Norte de volta às negociações sobre desarmamento nuclear. Além disso, deve ser retomado o acordo comercial entre Seul e Washington.

Autoridades sul-coreanas disseram que a Coreia do Norte será o item principal da pauta do encontro que Obama terá com o presidente Lee Myung-back na quinta-feira.

A Coreia do Norte alimentou a tensão regional antes da primeira viagem de Obama à Ásia, provocando um embate naval com a Coreia do Sul e anunciando que produziu um lote novo de plutônio enriquecido, próprio para a produção de armas nucleares. Anteriormente, em 25 de maio, realizou seu segundo teste nuclear, além de vários testes de mísseis, e se declarou fora do armistício que colocou fim à guerra da Coreia (1950-1953). 

Em Tóquio, na semana passada, o presidente americano afirmou que os Estados Unidos não se intimidarão com as ameaças norte-coreanas.

Representante - A administração Obama pretende mandar nas próximas semanas seu primeiro enviado à Coreia do Norte, para reativar as conversações entre seis países (as duas Coreias, EUA, China, Japão e Rússia), visando encerrar as ambições nucleares de Pyongyang, em troca de ajuda maciça para reparar sua economia falida.

Analistas dizem que Obama não teria concordado com a visita se seu governo não tivesse recebido alguma garantia de que Pyongyang pretendesse responder positivamente, reativando o diálogo mais amplo com vistas a seu desarmamento.

Os EUA e a Coreia do Sul querem que, no mínimo, a Coreia do Norte volte ao acordo fechado em 2005, retomando o processo de desativação de sua usina nuclear de Yongbyon e permitindo visitas de inspetores para verificar o status de seu arsenal atômico. Se a Coreia do Norte não o fizer, Obama e Lee podem decidir deixar que o país sofra seus problemas econômicos sozinho, sem receber ajuda externa.

Economia - Em termos econômicos, os dois aliados devem manter encontros delicados sobre seu pacto de livre comércio assinado há dois anos, mas ainda não confirmado. A presidência sul-coreana pediu este mês ao presidente Obama que avance de maneira mais agressiva neste assunto.

Assinado em abril de 2007 pela administração do presidente George W. Bush, o acordo ainda não foi confirmado pelo Congresso americano nem pela Assembleia nacional sul-coreana. Após sua assinatura, as relações comerciais entre Seul e Washington sofreram fortes impactos devido a um embargo decretado pela Coreia do Sul à carne de vaca americana por questões sanitárias.

Os Estados Unidos condenam Seul por não abrir suficientemente seu mercado aos fabricantes de automóveis americanos com aproximadamente 700.000 carros importados da Coreia do Sul em 2007 contra somente 5.000 carros exportados. Este acordo de livre comércio, se confirmado, será o mais importante em volume de trocas assinado pelos Estados Unidos desde o acordo com a o Canadá e o México de 1994.

(Com agências Reuters e France-Press)

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Últimas notícias (Agência Estado/AFP/Reuters)

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