10/02/2012 - 09:27
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Fonte: Logo-efe

Justiça

Policiais do Rio declaram greve, mas Comando da PM nega paralisação

Rio de Janeiro, 10 fev (EFE).- Os policiais e bombeiros do estado do Rio de Janeiro decretaram greve na noite de quinta-feira, a apenas uma semana para o início do carnaval, mas o Comando da Polícia Militar afirma que todas as unidades estão em pleno funcionamento.

A greve foi decretada apesar do aumento salarial aprovado pelo Governo do Estado, que foi considerado insuficiente. Com esta declaração, o Rio de Janeiro seguiria os passos da Bahia, onde há 11 dias os policiais estão sem trabalhar reivindicando melhoras salariais.

Além de um melhor salário, os policiais e bombeiros do Rio exigem a libertação de um de seus líderes, o cabo Benevenuto Daciolo, que foi detido na quinta-feira ao retornar de Salvador, onde prestava apoio aos grevistas da Bahia.

A Assembleia Legislativa do Rio aprovou com antecipação um reajuste salarial de 39% para os policiais e bombeiros que estava previsto para outubro de 2013. Apesar disso, os policiais se decidiram pela greve e culparam o governador Sérgio Cabral pela decisão.

O diretor jurídico do Sindicato de Policiais Civis, Francisco Chao, afirmou que a greve será pacífica e que não será permitido que os agentes cometam atos de vandalismo. A Polícia Civil e Militar e os Bombeiros do Rio de Janeiro somam cerca de 70 mil homens.

Entretanto, o Comando da Polícia militar divulgou em nota que na madrugada de sexta-feira todas as unidades estavam em pleno funcionamento e que não havia paralisação de nenhum tipo de serviço ao cidadão.

O Rio de Janeiro se prepara para o carnaval, que começará na próxima sexta-feira e atrai milhares de turistas do Brasil e do exterior. O secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, afirmou na quinta-feira que está garantida a segurança do carnaval carioca.

'Nosso foco é o interesse público e a manutenção da paz no estado do Rio de Janeiro', disse Beltrame, que afirmou confiar que o 'bom senso' dos policiais não permitirá atos de vandalismo como os registrados na Bahia. EFE

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