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Meio Ambiente

ONU pede que Rio+20 tenha mais discussão sobre preservação dos oceanos

Secretário-geral Ban Ki-Moon alerta para a necessidade de medidas de proteção para evitar extinção de espécies e para reverter o "frágil" estado atual dos mares

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu nesta terça-feira que os participantes da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, façam o máximo possível para que a cúpula resulte em um maior compromisso para conservar o 'frágil' estado dos oceanos. "A Rio+20 deve fomentar a melhora da gestão e conservação dos oceanos para frear a pesca excessiva, expandir as áreas marinhas protegidas e reduzir a poluição dos oceanos e o impacto da mudança climática", disse Ban Ki-Moon, em sua mensagem por ocasião do Dia Internacional da Diversidade Biológica.

Este ano a data é dedicada à biodiversidade marinha, o que certamente motivou as declarações do secretário-geral da ONU. Ki-Moon defendeu que o mundo tenha uma oportunidade idônea de salvaguardar as áreas marinhas e os litorais do mundo durante a Rio+20, que será realizada no Rio de Janeiro entre os dias 20 e 22 de junho. Ele pede que os governos trabalhem unidos para conseguir compromissos no Brasil para cumprir em 2020 o objetivo de proteger 10% das áreas marítimas e litorâneas do mundo e proteger assim a biodiversidade marinha.

Ban Ki-Moon afirmou também que o principal problema que a biodiversidade marinha enfrenta atualmente é, ao contrário do que ocorre com a terra, onde 15% da superfície está protegida, o fato de apenas 1% dos ambientes marítimos estarem preservados. "É preciso fazer mais nesse sentido", afirmou. Na manhã desta terça-feira, Ban Ki-Moon fez críticas ao "ritmo lento" das negociações para o documento principal da Rio+20.

"Tomando ações em nível nacional, regional e global, em 2020 poderemos ter conservado 10% das áreas marítimas e litorâneas do mundo, um passo crucial para proteger a biodiversidade marinha", defendeu o sul-coreano.

Apesar do que caracterizou como "frágil" estado dos oceanos em consequência do "impacto humano", Ban reconheceu que ainda 'há lugar para a esperança', pois ficou demonstrado que, no momento em que "'as ameaças humanas se reduzem ou deixam de existir", os espaços marítimos se recuperam.

"Foram obtidos alguns avanços, particularmente com o estabelecimento de reservas marinhas em grande escala e de áreas de documentação ecológica e biológica em pleno oceano e nas profundezas marinhas, mas agora temos de avançar nessas conquistas", declarou o secretário-geral.

Em 2000, a Assembleia Geral da ONU proclamou 22 de maio como o Dia Internacional da Diversidade Biológica, como um modo de aumentar a compreensão e a consciência sobre as questões relativas a esse campo.

(Com EFE)

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