Mundo islâmico
ONU volta a denunciar crimes contra a humanidade na Síria
Alta comissária para os Direitos Humanos pediu o fim dos ataques contra civis
Damasco: rebeldes carregam corpos de vítimas da repressão em funeral (Divulgação/Reuters)
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu mais uma vez, nesta segunda-feira, à Síria que ponha fim aos ataques contra civis, acusando novamente o regime de Bashar Assad de crimes contra a humanidade.
Entenda o caso
- • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
- • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
- • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.
"O governo da Síria deverá parar imediatamente de recorrer a armas pesadas e ao bombardeio de zonas habitadas, já que estas ações equivalem a crimes contra a humanidade e a crimes de guerra", declarou Pillay na abertura da 20ª região do Conselho de Direitos Humanos da ONU. A missão de observadores da ONU suspendeu no sábado suas operações devido à intensificação da violência, que ameaça a sua força de 300 efetivos.
Mas nada parece intimidar o Exército do governo. Somente nesta segunda, ao menos 10 pessoas morreram em combates ou bombardeios em vários locais da Síria, onde as forças governamentais continuam bombardeando intensamente a cidade rebelde de Homs, centro do país, indicou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).
Confrontos - "O bombardeio de Homs continua e foram ouvidas explosões em vários bairros", afirmou o OSDH. O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal coalizão da oposição, afirmou que 30.000 soldados e milicianos favoráveis ao governo sitiavam Homs.
Por sua vez, o jornal governista Al-Watan informou sobre a "morte de centenas de terroristas nas últimas três semanas" nos arredores de Damasco. "Seguem os combates entre o Exército sírio e os terroristas que tentam entrar em Damasco", afirmou o Al-Watan. Também foram registrados confrontos entre soldados e rebeldes em Lujat e Cheikh Meskine, na região de Deraa.
(Com agência France-Presse)