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Obama pede união no Congresso e enfatiza reforma da saúde e criação de empregos
O presidente dos Estados Unidos Barack Obama fez na noite de quarta-feira (quinta-feira, pelo horário de Brasília) seu primeiro discurso sobre o Estado da União – e focou o pronunciamento na situação econômica do país. Ele prometeu estimular a criação de empregos e impor novas regulações a Wall Street. Obama vai reformular suas prioridades no que já é considerado seu pior momento político em um ano de governo.
Obama não só anunciou medidas de contenção de gastos e incentivos para a criação de empregos, como também pediu ao Congresso para "trabalhar suas diferenças". Enfrentamos grandes e difíceis desafios. E o que o povo americano acredita, o que eles merecem, é que todos nós, democratas e republicanos, trabalhemos as nossas diferenças para superar o peso nebuloso de nossa política", disse o presidente americano, na semana passada, Obama sofreu sua primeira grande derrota no Senado: a eleição do republicano Scott Brown para a cadeira antes ocupada pelo senador Ted Kennedy no estado de Massachusetts.
"A princípio, as pessoas que nos enviaram aqui têm diferentes origens e diferentes histórias e diferentes crenças, mas as angústias que enfrentam são as mesmas. As aspirações que elas possuem são semelhantes", continuou. A tradição do Estado da União já dura mais de 220 anos.
Medidas - Obama propôs que os 30 bilhões de dólares que os bancos pagaram de volta ao governo americano, de fundos sacados no Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) – usado pelo governo para socorrê-los na crise financeira - sejam usados para dar crédito e financiar as pequenas empresas. Ele pediu um projeto de lei para criar empregos "sem nenhum atraso".
O líder americano ainda propôs congelar o orçamento do governo por três anos, com exceção dos gastos militares e com os programas médicos Medicare e Medicaid. Obama também propôs cortes de impostos para pequenas empresas que contratem funcionários e disse que a administração identificou 20 bilhões de dólares de gastos do orçamento que poderão ser cortados no próximo ano fiscal, o de 2011. Em 2009, o déficit do governo americano chegou a 1,4 trilhão de dólares e no ano fiscal em curso, o de 2010, deverá chegar a 1,35 trilhão de dólares, prevê o Congresso.
Empregos - "O emprego será a principal foco em 2010 e é por isso que eu peço por um projeto de lei para o emprego nesta noite", disse Obama, bastante aplaudido pelos congressistas. Segundo ele, o desemprego, que atualmente atinge 10% da força de trabalho americana, será resolvido também com a geração de vagas no setor de infraestrutura. "Depois (de financiar as pequenas empresas) vamos colocar os americanos para trabalhar hoje e construírem a infraestrutura de amanhã, com rodovias, usinas que gerem energia limpa, tecnologia de ponta".
Saúde - Obama voltou a defender a reforma no sistema de saúde, emperrada no Congresso. "Após 50 anos de administrações democratas e republicanas, estamos mais perto do que nunca para que cada americano tenha cobertura de saúde. Eu tenho minha parte de culpa por não ter explicado melhor a reforma na saúde para o povo americano", discursou. "Na hora em que eu acabar este discurso, mais americanos perderão suas coberturas de saúde", disse Obama.
"Milhões perderão seus planos de saúde neste ano. Nosso déficit crescerá. Os prêmios pagos aos seguros subirão. Os pagamentos subirão. Pacientes terão negados os cuidados que precisam". "Eu não abandonarei esses americanos. E também não deveriam abandoná-los as pessoas nessa sala", disse Obama, bastante aplaudido. "A reforma no sistema de saúde reduzirá o nosso déficit. No começo desta década tínhamos superávit de 200 bilhões de dólares, hoje temos um déficit maior que 1 trilhão de dólares", completou.
(Com Agência Estado)




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