Estados Unidos
Obama mandará mais 30.000 soldados ao Afeganistão
EUA enviam mais soldados ao Afeganistão (AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai anunciar nesta terça-feira o envio de mais 30.000 soldados americanos ao Afeganistão em um prazo de seis meses, informaram funcionários da Casa Branca. As fontes anteciparam detalhes do esperado discurso de Obama, em que o presidente anunciaria sua nova estratégia para a guerra no Afeganistão.
A decisão de Obama frustra a solicitação incial do camandante da força internacional, general Stanley McChrystal, que pedia o envio de um contingente de 40.000 soldados. No entanto, o governo dos EUA espera que seus aliados internacionais forneçam a diferença entre o pedido pelo general e o ordenado pelo presidente. Atualmente, os EUA mantêm cerca de 58.000 soldados no Afegansitão. Se somadas as forças internacionais, esse número sobe para 100.000.
Retirada - As fontes adiantaram também que em seu discurso, Obama insistiria em estabelecer uma data de retorno para os militares que estão no Afeganistão. A nova estratégia prevê um aumento das tropas em várias etapas, seguida por uma retirada gradual e a entrega da responsabilidade pela segurança às forças afegãs nos próximos três a cinco anos, declararam alguns assessores.
Segundo o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, em seu discurso, Obama pretendia enfatizar que os EUA não assumiram um "compromisso por tempo indeterminado" no Afeganistão, mas querem entregar o poder a forças afegãs treinadas e começar a retirar suas forças assim que isso for possível.
O anúncio oficial do presidente Obama será feito na noite dessa terça-feira, às 20 horas locais (23 horas de Brasília), na academia Militar de West Point, em Nova York. Ainda nesta terça, Obama se reúne com uma representação do Congresso americano para dar detalhes de sua determinação. Ele vem sendo fortemente pressionado pela oposição republicana a divulgar o mais rápido possível a sua estratégia.
Na segunda-feira, Obama dedicou seu tempo a explicar os principais pontos de sua decisão a vários líderes estrangeiros, entre eles o francês Nicolas Sarkozy e o britânico Gordon Brown. A maior dificuldade, no entanto, pode ser a de persuadir o público americano de sua estratégia. Muitos americanos já estão cansados da guerra iniciada após os ataques de 11 de setembro de 2001 e querem que mais atenção seja voltada à economia nacional enfraquecida.
(Com agência Reuters e France-Presse)



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