23/12/2010 - 10:11
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EUA

Popularidade de Obama cresce após vitórias políticas

Aprovação de leis importantes, como a renovação do tratado Start com a Rússia, ocorreu pouco depois do revés sofrido nas eleições legislativas

Com reformas importantes aprovadas e aumento de popularidade, Obama tem motivos de sobra para sorrir

Com reformas aprovadas e popularidade em alta, Obama ganha motivos para sorrir (Jewel Samad/AFP)

Menos de dois meses após as eleições legislativas dos EUA, em que os democratas perderam a maioria na Câmara dos Representantes e algumas cadeiras no Senado, Barack Obama reage. Uma pesquisa divulgada na quarta-feira pela rede de TV CNN mostra que o presidente americano tem 56% de aprovação, contra 46% registrados no início do mês por um levantamento da empresa de consultoria Gallup.

O aumento da popularidade de Obama ocorre pouco depois de o presidente conquistar importantes vitórias no Congresso. Nos últimos dias, ele conseguiu aprovar dois projetos polêmicos, em que teve de costurar alianças políticas e angariar apoio de alguns parlamentares da oposição republicana.

Por 71 votos a favor e 26 contra, o Senado dos EUA ratificou, na quarta, um novo Tratado de Redução de Armamentos Nucleares Estratégicos com a Rússia, conhecido como Start. O governo precisava de maioria de dois terços para que o acordo fosse aprovado, mas conseguiu quatro votos além do mínimo necessário. Treze senadores republicanos e dois independentes juntaram-se a 56 democratas para ratificar o documento, considerado uma prioridade da política externa de Obama.

No mesmo dia, o presidente sancionou a extinção da lei que proibia a permanência de homossexuais assumidos nas Forças Armadas do país. O aval do presidente foi dado apenas alguns dias depois de o Congresso dos EUA ter decidido pela anulação da lei de 1993, conhecida no país como "não pergunte, não conte". A derrubada da medida foi uma promessa da campanha presidencial, em 2008.

As duas vitórias políticas coincidem com a publicação da nova pesquisa sobre a popularidade de Obama. Com um índice de rejeição mais baixo (41%), o presidente dos EUA terá motivos de sobra para comemorar nas festas de Natal e Réveillon. Ele inicia, nesta quinta-feira, suas merecidas férias no Havaí, onde permanecerá até o ano novo, que promete muitos outros desafios ao homem que ocupa o cargo mais importante do mundo.

(Com agência EFE)

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