04/01/2010 - 10:55
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Clima

Nevasca paralisa norte da Ásia

Coreia do Sul foi um dos países afetados

Coreia do Sul foi um dos países afetados (Reuters)

O frio e a neve golpearam o norte da Ásia nesta segunda-feira, afetando especialmente os transportes no norte da China e na Coreia do Sul, embora a situação não deva ter um impacto econômico duradouro.

Pequim e arredores passaram o fim de semana cobertos de neve, o que interditou rodovias e levou ao cancelamento de dezenas de voos.

Conforme a onda de frio avançou para o leste, a península da Coreia também foi afetada por uma forte nevasca nesta segunda-feira, complicando o deslocamento de trabalhadores em Seul. O principal aeroporto doméstico da Coreia do Sul, o Gimpo, cancelou todos os voos.

Na China, não há sinais de que o mau tempo irá causar os transtornos e apagões registrados em partes do sul do país durante várias semanas no inverno de 2008.

O frio pode elevar temporariamente o preço dos alimentos, por paralisar o frete, danificar armazéns, adiar voos e complicar o comércio durante alguns dias em Pequim e outras cidades. Mas Yi Xianrong, economista da Academia Chinesa de Ciências Sociais, disse que não haverá danos significativos.

"Isso não terá qualquer impacto. É pequeno e local demais. Na verdade, toda essa neve pode ser uma coisa positiva para a agricultura no norte da China, que normalmente é seca demais... A neve descongelada vai ajudar a alimentar as lavouras na primavera."

Histórico - Pequim se acostumou a invernos mais brandos e quase sem neve nas últimas décadas. A nevasca no fim de semana foi a maior na capital desde 1951, com precipitações de até 200 milímetros perto da Grande Muralha, segundo TVs locais.

A onda de frio no norte da China deve prosseguir neste começo de semana. Os meteorologistas do governo preveem que a temperatura no extremo norte chinês pode chegar a -32°C. Pequim pode ter -10°C durante o dia e até menos à noite, batendo o recorde de frio nas últimas décadas.

Seul registrou seu maior acúmulo de neve em um só dia, 256 milímetros, e o volume ainda deve subir, segundo meteorologistas, que têm à disposição registros dos últimos 70 anos. Mas, por enquanto, o impacto econômico sobre a quarta maior economia da Ásia parece ser "negligenciável", segundo Park Suk-hyun, analista de mercados da KTB Securities, de Seul.

Porém, segundo ele, se a neve prosseguir, "começará a afetar as atividades industriais na China e outras regiões (e) o sentimento (dos mercados) pode ser negativamente afetado pelo clima."

(Com agência Reuters)

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