Aviação

Mortes em acidentes aéreos crescem: 829 vítimas em 2010

Mas número está abaixo das médias dos anos 80 e 90 - mesmo com mais voos

Pessoas trabalham na busca de vítimas após a queda de um avião em Islamabad, no norte do Paquistão. Com chuva pesada e visibilidade reduzida, a aeronave que transportava 152 pessoas caiu em uma floresta nos arredores da cidade, matando todos os passageiros a bordo

Uma das tragédias: em julho, queda de avião no Paquistão matou 152 (Foto: Adil Khan/AFP/VEJA)

O número de vítimas fatais na aviação civil caiu consideravelmente desde as décadas de 1980 e 1990, quando a média de mortos por ano ficava entre 1.100 e 1.400 pessoas.

Um total de 829 pessoas morreram nos 49 acidentes aéreos com vítimas fatais que ocorreram no mundo em 2010. As mortes provocadas pelos desastres aéreos no ano passado superam as 766 que foram registradas no ano anterior, 2009. O número foi revelado por um estudo sobre segurança aérea realizado pela empresa alemã de investigação de acidentes Jacdec e divulgado nesta terça-feira pela revista especializada Aero Intenational.

O número de mortos nos diferentes acidentes aéreos que ocorreram no mundo aumentou pelo segundo ano consecutivo, mostra o relatório da Jacdec - em 2008 um total de 598 pessoas foram vítimas de acidentes aéreos. O relatório destaca que a Europa e a América do Norte, apesar do intenso tráfego aéreo, foram as únicas regiões nas quais não houve vítimas fatais por acidentes no ano que passou.

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Como a estatística da empresa alemã apenas registra os voos civis, ela não inclui o acidente do avião presidencial polonês em abril em Smolensk (Rússia), em que 96 pessoas perderam a vida. Na ocasião, a queda foi de um avião militar. A Jacdec aponta que o número de vítimas fatais na aviação civil caiu consideravelmente desde as décadas de 1980 e 1990, quando a média de mortos por ano se situava entre 1.100 e 1.400 pessoas.

Os números mais elevados de vítimas em desastres aéreos foram registrados em 1985, com 1.810 mortos, e 1996, com 2.272 - nesse último, o Brasil foi um dos países atingidos por tragédias, com a queda do Fokker 100 da TAM, com 99 mortos. O relatório destaca também que os países em vias de desenvolvimento e emergentes, muitos com infraestruturas deficientes, são os mais perigosos para a segurança aérea.

(Com agência EFE)

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