27/10/2010 - 11:43
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América Latina

Ex-presidente argentino Néstor Kirchner morre aos 60 anos

Comunicado oficial confirma uma 'parada cardiorrespiratória com morte súbita'

Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina

Néstor Kirchner, ex-presidente da Argentina (Juan Mabromata/AFP)

O ex-presidente argentino, Néstor Kirchner, morreu nesta quarta-feira, aos 60 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele estava na cidade de El Calafate, na Patagônia, ao lado da mulher, a atual presidente Cristina Kirchner.

Kirchner passou mal essa manhã e foi levado às pressas ao hospital José Formenti, mas os médicos não conseguiram reanimá-lo. A notícia foi divulgada pela imprensa local e confirmada logo depois pela agência oficial como uma “parada cardiorrespiratória com morte súbita”.

Ele sofria de problemas cardíacos. Este ano, chegou a ser submetido a duas grandes cirurgias: em fevereiro - para desbloquear uma das artérias que bombeiam sangue para o coração e o cérebro - e em setembro, quando precisou de uma angioplastia após exames de rotina revelarem uma nova obstrução, dessa vez na artéria coronária. Na ocasião, os médicos recomendaram que ele mudasse seu estilo de vida, para reduzir o stress.

Leia também: Argentina perde um ex-presidente, mas ganha chance de espantar o populismo na próxima eleição

Biografia - Kirchner presidiu a Argentina de 2003 a 2007, foi sucedido por sua mulher, Cristina, e, segundo boatos, tentaria voltar ao poder no ano que vem. Antes disso, foi prefeito da cidade de Rio Gallegos, capital de Santa Cruz (de 1987 a 1991) e governador da província (de 1991 a 2003).

Em 2009, foi eleito deputado nacional, com mandado até 2013. Acumulava, ainda, a função de secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e de líder do Partido Justicialista (PJ).

Leia na coluna do Ricardo Setti:

Apesar de sua saúde visivelmente frágil, de que foram sinais só no último ano duas intervenções cirúrgicas ligadas ao coração, o ex-presidente era candidatíssimo, a despeito da queda de prestígio de Cristina. Agora, o candidato do “kirchnerismo” à Presidência é uma interrogação, e desata-se uma briga interna no Partido Justicialista (peronista) que nem os mais experientes analistas argentinos se animam a prever como terminará.

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