Golfo de México
Maré negra já custou US$ 3,12 bilhões à BP
O grupo petroleiro britânico British Petroleum (BP) anunciou nesta segunda-feira que a maré negra provocada pela explosão de uma de suas plataformas no Golfo do México já custou 3,12 bilhões de dólares, uma fatura em alta de 500 milhões em relação à semana passada. No domingo, os dois sistemas instalados para recuperar o petróleo vazado permitiram recolher 25.198 barris. No total, 585.400 barris foram recuperados desde o início do vazamento, segundo comunicado da BP.
No domingo, o desastre ambiental atrapalhou algumas celebrações pelo Dia da Independência. Em Grand Isle, na Louisiana, as famílias não passaram o dia na praia como geralmente fazem nesse dia festivo. Elas optaram por encher piscinas infláveis e instalá-las a poucos metros dos restaurantes, que permaneceram fechados. "Não pisei na praia nas últimas semanas", disse Amy Lafourt, garçom de um bar localizado na praia.
Reforço - Depois de vários dias de fortes perturbações causadas pela tempestade tropical Alex, a limpeza do petróleo foi retomada em algumas partes do Golfo do México. Alguns barcos ainda não têm condições de navegar devido às fortes ondas, o que dificulta os esforços para conter a pior maré negra da história americana. Para ajudar na operação, um navio enorme taiwanês que chegou no sábado ao local.
A embarcação do tipo cisterna "A Whale", propriedade da companhia taiwanesa TMT Group, tem 275 metros de extensão e pode recuperar até 500.000 barris por dia (80 milhões de litros). "Ele absorve a água 'empetrolada', filtra o petróleo e expele a água", explicou o porta-voz da BP Toby Odone. Nas últimas dez semanas, 2,5 milhões de barris foram recuperados pelos pequenos barcos posicionados no Golfo.
Outro navio, o "Hélix Producer", começará as tarefas de contenção na quarta-feira. Funcionários afirmaram que, graças a ele, terão uma melhor estimativa do fluxo atual de petróleo, "apenas pelo aspecto do petróleo que sai pelo tampão", disse o almirante Thad Allen, presidente da BP.
As fortes marés e ventos provocados pela passagem da tempestade Alex atrasaram os esforços de limpeza, empurrando mais petróleo para o interior e espalhando óleo da Louisiana para a Flórida. "A tarefa será longa e árdua durante os próximos dias", explicou na véspera o contra-almirante Paul Zukunft, que admite estar especialmente preocupado com a fauna local. Apesar dos esforços de contenção, "não estamos a salvo ainda", advertiu.
Desastre - O poço continua vazando entre 30.000 e 60.000 barris por dia desde que a plataforma operada pela BP afundou no último dia 22 de abril. Estima-se que entre 1,6 a 3,6 milhões de barris de petróleo vazaram no Golfo do México desde o acidente.
De acordo com estas cifras, o desastre é de maior magnitude que o vazamento de Ixtoc de 1979, que derramou em torno de 3,3 milhões de barris no Golfo do México. O único antecedente mais grave é o vazamento intencional de petróleo pelas tropas iraquianas no Kuwait durante a Guerra do Golfo em 1991, que derramou de seis a oito milhões de barris de petróleo.
(Com agência France-Presse)



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