Mundo árabe
Síria: mais de duzentos mortos em bombardeios a Homs
Ditadura de Bashar Assad realizou série de ataques de morteiro contra cidade
Sírios protestam contra o regime de Bashar Assad na cidade de Homs: região passou por mais um dia de violência (Reuters)
Mais de 200 pessoas morreram - entre elas, mulheres e crianças - neste sábado após bombardeios do regime sírio na cidade rebelde de Homs, segundo informaram organizações opositoras à ditadura de Bashar Assad. O bairro mais castigado pela repressão até agora foi Al-Khalidiya, onde morreram pelo menos 150 pessoas, segundo a Comissão Geral da Revolução Síria.
Chuva de morteiros - Reforços militares dos rebeldes foram enviados à região, que está sofrendo uma chuva de morteiros lançados por tanques e disparos de artilharia pesada, informaram os Comitês de Coordenação Local (CCL). "É um verdadeiro massacre", disse o diretor do Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), Rami Abderrahman, que pediu "a intervenção imediata" da Liga Árabe.
Entenda o caso
- • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
- • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.000 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.
- • Tentando escapar dos confrontos, milhares de sírios cruzaram a fronteira e foram buscar refúgio na vizinha Turquia.
Enquanto isso, o hospital de Al Amal, nesta mesma localidade, foi assaltado pelas forças de segurança do regime. Neste centro médico há mais de 50 corpos e uma centena de feridos. Os CCL informaram ainda que membros da Inteligência das Forças Aéreas sírias estão lançando mísseis e disparando com metralhadoras contra Qusur, também em Homs. Na noite dessa sexta-feira, as imagens dos canais de televisão árabes Al-Arabiya e Al-Jazira mostravam dezenas de corpos.
Leia também: Forças de segurança sírias torturaram crianças, diz ONG
Resposta dos rebeldes - As organizações opositoras pediram a todos os cidadãos que saiam às ruas do país em sinal de protesto pelos bombardeios sobre Homs e Zabadany (perto de Damasco) e em solidariedade às vítimas. Além disso, fazem o pedido para que moradores de Homs, que se tornou um reduto do rebelde Exército Livre Sírio (ELS), doem sangue e ofereçam assistência aos cidadãos dos bairros mais afetados.
Segundo as associações de oposição, a resposta dos sírios contra os bombardeios foi em massa e há concentrações em muitas cidades do país.
Nesta sexta-feira, milhares de sírios protestaram em todo o país, particularmente em Damasco, lembrando o 30º aniversário do massacre de Hama, onde forças do regime de Hafez Assad, pai do atual ditador, dispararam para dispersar manifestantes.
(Com Agências EFE e France-Presse)




Comentários
muziga muteba pascoal
lamento muito no mundo que há a ditadura U.s.a.,Franca,Inglatera...não não estão a vê? porque tantos atrasos de espulçar o Bashsd Assad? bom pra mim vs considero como os ladroês 1º coisa Irak,Lybia...tem resurçoses naturais«petrole...»atacrão sem pena e matar os filhos deles,fazem na mesma na siria porque os que tão a murer (..)
04.02.2012
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