Tarja Ilhas Malvinas / Falkland
 
08/02/2012 - 10:53
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Diplomacia

Grã-Bretanha nega que esteja 'militarizando' as Malvinas

País enviou navio de guerra às ilhas, onde o príncipe William está em missão

Nas Ilhas Falkland (nome britânico) todos são bem-vindos, exceto os argentinos

Nas Ilhas Falkland (nome britânico) todos são bem-vindos, exceto os argentinos (Jeff J Mitchell/Getty Images)

O governo britânico negou que esteja 'militarizando' o Atlântico Sul com o envio de um navio de guerra às ilhas Malvinas, cuja soberania é reivindicada pela Argentina. A declaração foi feita nesta quarta-feira por uma porta-voz de Downing Street, residência oficial do primeiro-ministro David Cameron, um dia depois que a presidente argentina, Cristina Kirchner, anunciou que levará o conflito das Malvinas à ONU e acusou Londres de 'militarizar' a região com o desdobramento de um destróier.

Leia também: Apoio brasileiro à Argentina nas Malvinas é antigo, diz governo

Entenda o caso


  1. • As Ilhas Malvinas - Falkland, em inglês - ficam a cerca de 500 quilômetros do litoral argentino, mas são administradas e ocupadas pela Grã-Bretanha desde 1883.
  2. • O arquipélago sempre foi motivo de tensão entre os dois países, até que em 1982 o ditador argentino Leopoldo Galtieri comandou uma invasão ao território.
  3. • O governo britânico reagiu rapidamente, enviando às ilhas uma tropa quase três vezes maior do que à da Argentina, que se rendeu dois meses depois.
  4. • Na guerra morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.
 

"Não estamos militarizando o Atlântico Sul. Nossa posição defensiva nas Falkland (nome britânico das Malvinas) é a mesma", acrescentou a porta-voz. No entanto, a representante especificou que a Grã-Bretanha tem planos alternativos caso haja uma atitude agressiva rumo a essas ilhas, consideradas por Londres como território dependente e cuja soberania é reivindicada pela Argentina desde 1833. Neste sentido, a porta-voz de Downing Street insistiu que esses planos foram elaborados há tempos e não respondem ao recente aumento da tensão pela disputa da soberania no território, pelo qual os dois países travaram uma guerra em 1982.

Horas antes, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores britânico afirmou que os habitantes das ilhas, com uma população de aproximadamente 3.000 pessoas, são "britânicos por escolha" e livres para decidir sobre seu futuro. "Não haverá negociações com a Argentina sobre a soberania a menos que seus habitantes desejem", apontou o porta-voz do Foreign Office.

ONU - Cristina Kirchner anunciou na terça em Buenos Aires que apresentará um protesto à ONU pela "militarização" das Malvinas por parte da Grã-Bretanha. A presidente disse que apresentará essa reivindicação ao Conselho de Segurança da ONU e a Assembleia das Nações Unidas.

A Grã-Bretanha anunciou há poucos dias o envio de uma moderna embarcação de guerra, o destróier HMS Dauntless, equipado com mísseis antiaéreos, e na semana passada o príncipe William chegou às Malvinas para uma instrução militar de seis semanas.

A guerra de 1982 começou depois que os militares argentinos ocuparam as ilhas em 2 de abril daquele ano, e terminou dois meses depois, em 14 de junho, com a rendição argentina. No conflito bélico, morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos.

(Com agência EFE)

Comentários


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João Gabriel

Enquanto Cristina "a louca" tenta sensibilizar a imprensa e a opinião pública para um suposto incidente internacional, consegue desvias atenção de ssuas peripécias dentro da Argentina. Estratégia antiga, já utilizada a muito pelo seu "best friend" e admirador Huguito Chaves...

09.02.2012

Nélson

Pois é. Os argentinos nunca deram muito valor para essas ilhas - cerca de 700, ao todo - tendo abandonado, ao longo da história, o local por várias vezes. O maior tempo de ocupação, pelos argentinos, não passou de minguados treze anos. O resto foi ocupado por espanhóis, algum tempo, e, sobretudo, pelos ingleses. Oras, agora (..)

08.02.2012

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Mari Labbate *44 Milhões*

O Arquipélago das Ilhas Malvinas pertence à Argentina, pois a Inglaterra ROUBOU-O, no Século XIX! Colonialismo é inaceitável, no Século XXI. Que a Justiça Divina seja feita, pois temos muita pressa. Essa ganância da Monarquia Inglesa irá propiciar-lhe muito AZAR! É o sabor amargo da falta de respeito ao Povo Argentino.

08.02.2012

Luiz

Não entendo como a mídia trata as ilhas como Malvinas. Não existem as Malvinas. O que existe são as ilhas Falkland (sem s). Divulgar o que não existe me soa cretinice (no sentido médico).

08.02.2012

Enio

Há 30 anos na época eu lembro e era divulgado em manchetes que ambos os países passavam por greves gerais,situação econômica crítica,desempregos e etc e os governantes criaram uma "distração" com essa guerra estúpida para desviar o foco dos problemas que os países enfretavam e pelo jeito ainda não aprenderam e evoluiram.

08.02.2012

sidney

Uma perguntinha ?? E se estiver - militarizando sim - qual eee o problema ?? Nao eee o seu territorio e habitado pelos seus conterraneos ?? Nao tem que mante-lo e principalmente preserva-lo ?? A presidente argentina esta em altas.... ( para nao dizer em b.....as com as - contas do seu pais - e ; esta procurando ( como muit(..)

08.02.2012

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ADMIRADO !

******* A ARGENTINA PERDEU VERGONHOSAMENTE A GUERRA, PELA AUDÁCIA ARROGANTE DO SEU DITADOR GENERAL GUALTIERI ( O MILICO BURRO ) QUE PROMETEU "NÃO CEDER NEM UM PALMO DO TERRITÓRIO ARGENTINO NAS MALVINAS"!ELE CEDEU NÃO APENAS UM PALMO, MAS TODAS AS ILHAS ! COM UM DESTRÓIER MODERNO, TENDO MÍSSEIS ANTI-AÉREOS, PODERÁ POR A PIQUE(..)

08.02.2012

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