• A marroquina Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby Rubacuore ("Rouba Corações", em italiano) tinha 17 anos quando contou a magistrados de Milão que compareceu a festas na casa de Berlusconi.
• A jovem, que estava ilegalmente na Itália, foi presa em maio de 2010, por roubar 4.000 euros, e imediatamente libertada após uma ligação do "amigo" poderoso.
Marysthelle, uma das jovens que se alojava num apartamento cedido por ele no complexo residencial Milano 2, testemunhou nesta sexta-feira em uma nova audiência do caso Ruby, no qual Berlusconi está sendo julgado por promover a prostituição de menores e abuso de poder.
As cinco mulheres nos maiores escândalos de Berlusconi
As histórias de sexo, prostituição, dinheiro e poder na atribulada biografia do 'Cavaliere' italiano
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Ruby
A dançarina marroquina Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby Rubacuore ("Rouba Corações", em italiano) tinha 17 anos quando contou a magistrados de Milão que compareceu a festas na residência de Berlusconi. Ela disse ter recebido 7.000 euros do premiê em uma dessas ocasiões, mas negou ter feito sexo com ele. A jovem, que estava ilegalmente na Itália, foi presa em maio, por roubar 4.000 euros, e imediatamente libertada após uma ligação do "amigo" poderoso.
O escândalo Rubygate, como é conhecido, levou Berlusconi ao banco dos réus. Em janeiro de 2011, a Justiça abriu um processo contra o premiê - por abuso de poder e por sexo com menor de idade. A defesa de Berlusconi pediu para ele ser julgado por um tribunal de ministros, pois ele teria agido como chefe de governo ao intervir na prisão de Ruby para evitar um "incidente diplomático" (o premiê diz que acreditava que ela era sobrinha do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak). O recurso foi negado por um tribunal de Milão em julho.
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Ruby
A dançarina marroquina Karima el-Mahroug, conhecida como Ruby Rubacuore ("Rouba Corações", em italiano) tinha 17 anos quando contou a magistrados de Milão que compareceu a festas na residência de Berlusconi. Ela disse ter recebido 7.000 euros do premiê em uma dessas ocasiões, mas negou ter feito sexo com ele. A jovem, que estava ilegalmente na Itália, foi presa em maio, por roubar 4.000 euros, e imediatamente libertada após uma ligação do "amigo" poderoso.
O escândalo Rubygate, como é conhecido, levou Berlusconi ao banco dos réus. Em janeiro de 2011, a Justiça abriu um processo contra o premiê - por abuso de poder e por sexo com menor de idade. A defesa de Berlusconi pediu para ele ser julgado por um tribunal de ministros, pois ele teria agido como chefe de governo ao intervir na prisão de Ruby para evitar um "incidente diplomático" (o premiê diz que acreditava que ela era sobrinha do ex-ditador egípcio Hosni Mubarak). O recurso foi negado por um tribunal de Milão em julho.
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Noemi Letizia
A jovem foi o estopim de uma série de escândalos em torno de Berlusconi, depois que ele compareceu à festa de aniversário dos 18 anos da moça e a presenteou com um colar de 6.500 euros. Especulou-se até que ela fosse filha bastarda do premiê. Mas a versão foi negada pela menina, que justificou a "delicadeza" dizendo que Berlusconi era amigo de seu pai. Noemi chegou a dizer que o premiê, apelidado por ela de "papi", iria lançá-la na carreira política. Veronica Lario, então mulher do primeiro-ministro, pediu divórcio após o incidente.
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Verônica Lario
Cansada das escapulidas do marido, Verônica Lario pediu o divórcio de Berlusconi em meados de 2009. Ela aceitou uma pensão mensal de 300.000 euros, além da casa onde vive, em Villa Belvedere. Depois, desfez o acordo e brigou por uma "mesada" mais generosa - 3 milhões de euros. O premiê e Verônica (que na verdade se chama Miriam Rafaella Bartollini) foram casados por 19 anos e têm três filhos: Eleonora, Luigi e Barbara (a namorada do atacante brasileiro Pato, do Milan).
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Patrizia D'Addario
A prostituta de luxo Patrizia D'Addario, de 42 anos, lançou um livro de memórias intitulado Desfrute, Presidente, revelando detalhes de suas experiências com Berlusconi, a quem se refere como “sultão”. Em uma das histórias, ela conta que manteve relações sexuais com o político porque ele prometeu que a ajudaria a montar uma pousada no sul do país. "O premiê mentiu e não me pagou. Eu dei meu corpo e ele não me deu nada em troca", disse.
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Maria Teresa de Nicolo
Conhecida como Terry, a moça de 38 anos disse que dividiu a cama com Berlusconi e duas moças durante uma das festas promovidas pelo premiê. Ela afirma ter recebido o equivalente a pouco mais de 2.000 reais, em setembro de 2008, para participar de uma comemoração no Palácio Grazioli, do empresário Gianpaolo Tarantini, investigado por corrupção. Terry ganhou uma joia do premiê no final do evento.