Mundo islâmico
Jornalistas italianos sequestrados na Líbia são libertados
Quatro repórteres foram retidos na véspera quando se dirigiam de carro a Trípoli
Rebeldes têm ajuda da Otan na busca por Kadafi (Gianluigi Guercia / AFP)
Os quatro jornalistas italianos sequestrados na quarta-feira na Líbia foram libertados, informou nesta quinta-feira o jornal Corriere della Sera. Os jornalistas sequestrados são Claudio Monici, enviado do jornal Avvenire - da Conferência Episcopal Italiana (CEI) -, Domenico Quirico, do La Stampa, e Elisabetta Rosaspina e Giuseppe Sarcina, ambos do Corriere della Sera.
Elisabetta, Sarcina, Monici e Quirico
O site do jornal Corriere della Sera cita declarações de Rosaspina que entrou em contato com o diretor da publicação, Ferruccio de Bortoli, após a libertação e afirma que todos estão bem. "Estou vivo e livre. Agora estou bem, mas até uma hora atrás eu pensava que iria morrer", referiu Quirico ao jornal em que trabalha.
O jornal milanês contou que a libertação ocorreu depois que "dois jovens invadiram a casa onde eles estavam retidos". Aparentemente, acrescenta Corriere della Sera, os sequestradores deixaram a casa na noite passada. Os quatro jornalistas foram sequestrados na quarta-feira na Líbia quando se dirigiam de carro para Trípoli a partir da localidade ocidental de Zawiya.
Segundo os jornalistas, que puderam falar com seus familiares e com os jornais em que trabalham, todos foram agredidos e tiveram seus celulares roubados, além das pastas e outros móveis e utensílios. Depois eles foram transferidos para um apartamento em Trípoli, que fica entre a fortaleza do coronel Muamar Kadafi de Bab Al Azizia e o hotel Rixos, onde cerca de 30 jornalistas estrangeiros ficaram retidos entre domingo e quarta pelas forças leais a Kadafi.
Preocupação - O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) expressou sua preocupação com a situação dos jornalistas em atuação em Trípoli, onde os confrontos entre tropas leais ao coronel Muammar Kadafi e rebeldes continuam desde que estes entraram na capital no domingo passado. O chefe da delegação do CICV na Líbia, George Comninos, lembrou em comunicado que os jornalistas estão protegidos pelas leis humanitárias internacionais, da mesma que os civis, por isso "devem ser protegidos e respeitados pelas partes envolvidas no conflito".
Comninos ressaltou a vontade desta organização de prestar ajuda aos jornalistas que estejam em situação de risco, como fez na quarta-feira ao libertar 33 profissionais e dois civis que estavam retidos no hotel Rixos de Trípoli pelas forças leais a Kadafi. Diversos meios de comunicação entraram em contato com o CICV nos últimos dias preocupados pela situação de segurança e bem-estar de seus trabalhadores. Desde o início do conflito no início do ano, organização recebeu já 50 pedidos da imprensa e de familiares de jornalistas pedindo para protegê-los.
(Com agência EFE)





Comentários