África
Hosni Mubarak renuncia à presidência do Egito
O vice-presidente, Omar Suleiman, anunciou que o ditador deixou o cargo, conforme vinha sendo pedido por manifestantes há 18 dias
Vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, anuncia saída de Mubarak (AL-MASRIYA TV/AFP)
O vice-presidente do Egito, Omar Suleiman, anunciou nesta sexta-feira que o presidente Hosni Mubarak renunciou. Suleiman fez o anúncio em uma breve declaração na TV estatal e disse que Mubarak entregou o poder ao alto comando das Forças Armadas. A multidão de manifestantes que pedia sua saída há 18 dias, comemora nas ruas do Cairo, aplaudindo, balançando bandeiras, se abraçando e tocando buzinas. "O povo derrubou o regime", gritam.
Segundo o embaixador do Brasil no Egito, Cesário Melantonio, Suleiman também renunciou ao cargo de vice-presidente. A saída acontece um dia após Mubarak anunciar que permaneceria no cargo que ocupava havia mais de 30 anos, apesar da grande pressão popular. Ainda nesta sexta-feira, o ditador deixou o Cairo, acompanhado da família, para ir ao balneário Sharm el-Sheikh, no Mar Vermelho, onde tem uma casa.
Pouco depois, o secretário-geral do governista Partido Nacional Democrático, Hossam Badrawi, também renunciou ao cargo, informou a rede Al Arabiya. Ele havia assumido o posto pós a renúncia de Safwat el-Sharif, ex-secretário-geral do partido, e Gamal Mubarak, filho do presidente que liderava o comitê político do PND, no último domingo.
Na quinta-feira passada, os manifestantes reagiram furiosos ao discurso de Mubarak, que se recusou a renunciar, e pediram ao Exército que se unisse a eles na rebelião. Para esta sexta, movimentos juvenis e grupos opositores convocaram uma grande manifestação, que prometia reunir ainda mais pessoas. A praça Tahrir, epicentro da sublevação popular, amanheceu tomada pela oposição e cerca de 2.000 manifestantes já cercavam o palácio presidencial e o prédio da televisão estatal egípcia nesta manhã.
Exército - Também nesta sexta, o Conselho Supremo das Forças Armadas anunciou que colocará fim à Lei de Emergência, que restringe a liberdade civil no país desde 1981, "assim que se resolver a situação atual". Em comunicado, também prometeu não perseguir os "honoráveis cidadãos que rejeitaram a corrupção e pediram reformas", além de garantir as reformas prometidas por Mubarak. A nota foi emitida após uma reunião do Conselho, presidido pelo ministro da Defesa, Mohamed Hussein Tantawi.
No dia anterior, o Conselho Supremo das Forças Armadas insistiu em seu apoio "às legítimas reivindicações do povo" e afirmou que está "estudando medidas" para defender os interesses do país. A emissora de TV pública mostrou imagens do Conselho, mas entre os presentes não se encontrava Mubarak, comandante-chefe das Forças Armadas, o que alimentou ainda mais os rumores sobre sua possível saída.




Comentários
virginia almeidag gusmao
Que sirva de licao para esses Ditadores que se manifestam.Principalmente na América Látina.Que saiam mesmo.
13.02.2011
willey
felicitações ao grande povo do Egito.Vamos derrubar todas ditaduras do mundo.
12.02.2011
Suzy Jorge
...Valeu a insistência... povo k é povo é este... ñ é o nosso povo k fala pr trás e kdo vê a caravana a passar bate palmas... aí está um exemplo viridico Angolanosss
11.02.2011
LADY RAWDHA
JA ERA HORA MESMO
11.02.2011
Rogério Brodbeck
Certamente, agora as coisas vão melhorar e tudo entrará nos eixos no Egito. Inclusive com a tomada do poder pela Irmandade Muçulmana, exemplo maior da verdeira democracia (Irã é o ícone disso tudo...). E todos serão felizes para sempre!
11.02.2011
EDMUNDO GUIMARÃES
Que bom! que o grande Faraó do Egito renunciou. Agora só falta o Senador José Sarney.
11.02.2011
REVOLTADO
água mole em pedra dura, danto bate até que fura.
11.02.2011