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28/06/2010 - 18:09
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Afeganistão

Guerra passa por mês mais sangrento desde 2001

Soldados americanos chegam ao campo da Otan Kandahar, no sul do Afeganistão

Soldados americanos chegam ao campo da Otan Kandahar, no sul do Afeganistão (AFP)

O mês de junho chega perto de seu fim marcando o período mais violento para as tropas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão, informou nesta segunda-feira o jornal espanhol El País. O número de baixas militares estrangeiras no país está perto de cem, num momento em que o chefe da Central de Inteligência Americana (CIA) admitiu que a guerra contra os talibãs é “mais dura e mais longa do que o previsto”.

Desde o início da missão, em 2001, este foi o mês em que mais mortes foram registradas. Ao todo, 99 soldados morreram em batalhas, antes mesmo do fim de junho. Até maio deste ano, o registro mais sangrento era de agosto de 2009: 77 soldados mortos. O balanço de baixas desde o início de 2010 é de 319 frente às 520 durante todo o ano passado.

Na recente onda de ataques, o atentado mais grave ocorreu no domingo, no norte do país. Quatro soldados noruegueses morreram na explosão de uma bomba na província de Faryab. Segundo o ministério da Defesa britânico, um soldado também morreu durante um tiroteio na província de Helmand (sul).

No ano passado, os exércitos americano e inglês encabeçaram uma campanha para retomar o controle das províncias do sul.  O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, por sua vez, garantiu que suas tropas não abandonarão o Afeganistão de forma repentina, apesar de apoiar a ideia dos países industrializados de por fim à guerra nos próximos cinco anos.

Guerra dura e lenta - Em entrevista à emissora americana ABC no domingo, o diretor da CIA, Leon Panetta, afirmou que os Estados Unidos avançam no Afeganistão, mas a guerra, que completa nove anos, tem sido "mais dura e mais lenta que o previsto". O funcionário defendeu a estratégia de Obama de enviar, a partir de dezembro passado, 30.000 militares adicionais e alcançar, em agosto deste ano, 150.000 homens no Afeganistão.

Nomeado à frente da Central de Inteligência sob o governo Obama no ano passado, Panetta insistiu que "a questão fundamental é se os afegãos aceitam a responsabilidade" do combate à insurgência uma vez que as forças estrangeiras deixarem seu país.

"Se puderem fazer isto, acho que poderemos conseguir o tipo de progresso e de estabilidade que o presidente pretende", enfatizou, mostrando-se otimista sobre as possibilidades de finalmente encontrar o líder da rede terrorista Al-Qaeda, Osama bin Laden. "Se mantivermos a pressão, acho que finalmente poderemos obrigá-lo a sair" de seu esconderijo nas regiões montanhosas da fronteira com o Paquistão e capturá-lo, disse.

No entanto, Panetta reconheceu que os serviços secretos americanos carecem de informações precisas sobre a sua localização. Desde os atentados de 11 de setembro de 2001 contra Washington e Nova York, iniciou-se a ocupação do Afeganistão, onde supostamente o líder terrorista se escondia.

Comando das tropas - O presidente Barack Obama demitiu na última quarta-feira o general Stanley McChrystal, depois que ele criticou o governo à revista Rolling Stone, e nomeou o general David Petraeus, a quem se atribui uma série de vitórias durante a guerra no Iraque.

McChrystal anunciou, nesta segunda-feira, que pretende se aposentar. Grupos islâmicos afirmaram que a mudança é uma prova de que os Estados Unidos e seus aliados perderam a guerra. O governo americano, contudo, disse que esta foi apenas "uma troca de pessoas" e não de "estratégia".

(Com agência France-Presse)

 

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Neide

Que desperdicio!!tanto homem lindo morrendo, meu Deus,!!!

24.03.2012

Victor

Só uma observação: Osama bin Laden já foi encontrado!

24.06.2011

 

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