Tarja tema presos cubanos
 
24/12/2011 - 05:02
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Ditadura

Cuba não inclui empresário americano em indulto a presos

Quase 3.000 prisioneiros devem ser libertados depois do 'gesto humanitário'

Raúl Castro, ditador cubano

Ditador de Cuba, Raúl Castro classificou a medida como um "gesto humanitário" (Jorge Luis Banos / Reuters)

O ditador cubano Raúl Castro anunciou nesta sexta-feira um indulto para quase 3.000 presos, sendo 86 deles estrangeiros. A lista, no entanto, não incluiu o empresário americano Alan Gross, condenado a 15 anos de prisão. Gross, de 62 anos, foi preso em dezembro de 2009, acusado de oferecer ilegalmente em Cuba tecnologia ligada à internet, e condenado por "crime contra a segurança nacional".

"Manifestamos nossa disposição a conceder a liberdade antecipada a 86 cidadãos de 25 países, entre eles 13 mulheres", disse Castro no parlamento. Segundo o ditador, a medida beneficia "mais de 2.900 presos", representa "um gesto humanitário" de Cuba e envolve mulheres, doentes, idosos e jovens que elevaram seu nível cultural na prisão.

Estão excluídos, "salvo poucas exceções", condenados por espionagem, terrorismo, assassinato, tráfico de drogas, pederastia com violência, assalto a residência, estupro e corrupção de menores, assinalou. Segundo Castro, o indulto foi concedido a pedido de parentes dos presos, das igrejas Católica e Protestante, e às vésperas da visita do Papa Bento XVI, marcada para março.

Recorde - O indulto anunciado é o maior nos 53 anos de regime e será aplicado nos próximos dias. Ele supera o concedido um mês depois da visita do papa João Paulo II a Cuba, em janeiro de 1998, que compreendeu 299 presos. O número total de prisioneiros no país não foi divulgado.

Em abril de 2008, Fidel Castro anunciou a comutação da pena de morte de vários presos comuns, que foi substituída por penas de prisão perpétua ou de 30 anos, em consonância com uma política aplicada desde 2000 e interrompida em 2003, quando foram executados três sequestradores.

Entre julho de 2010 e no começo deste ano, o regime cubano abriu um processo de libertações de presos políticos que contou com a mediação da Igreja Católica da ilha e do governo da Espanha e soltou 126 pessoas.

Leia também: Dissidente cubano diz que a única solução para ilha é troca política

(Com agências France-Presse e EFE)

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Douglas Corrêa

Que gesto magnanimo. Principalmente porque face aos excluidos sobram praticamente "presos politicos por opinião" e foram selecionados mulheres, doentes, idosos e jovens que elevaram seu nível cultural na prisão. Estão excluídos, "salvo poucas exceções, condenados por espionagem, terrorismo, assassinato, tráfico de drogas, p(..)

24.12.2011

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José Alberto Scur

Raul Castro indulta 3.000 presos e insulta todos democratas do mundo.....ao dizer que os EUA estão ancorados no passado, volta a velha lenga lenga fidelista que todos problemas de Cuba se resumem ao embargo. Realmente o embargo funciona. Mas o que é vergonhoso é como podem pessoas aceitarem que mantenham prisioneiros politic(..)

24.12.2011

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