Tarja - Guerra Civil na Síria

Síria

Em Damasco, fossa clandestina escondia 25 corpos

Dados oficiais apontam que os restos pertenciam a pessoas que haviam sido sequestradas e depois executadas ‘por grupos terroristas armados’

Bandeira do governo é hasteada em Damasco, capital síria

Bandeira do governo é hasteada em Damasco, capital síria (Louai Beshara / AFP/VEJA)

O exército sírio encontrou 25 corpos, com as mãos amarradas e os olhos vendados, enterrados em uma vala comum em Damasco, informou nesta sexta-feira a agência oficial Sana. Segundo a nota, a fossa foi descoberta por uma unidade do exército, que foi avisada por moradores, no bairro de Qadam.

Entenda o caso


  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
  3. • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.

Ainda de acordo com a agência, os restos pertenciam a pessoas que haviam sido sequestradas e depois executadas por "grupos terroristas armados". Os bairros rebeldes do sul da capital são, há quase dois meses, cenários de bombardeios das tropas do regime e de confrontos entre rebeldes e forças do governo.

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Alepo -
Soldados e rebeldes sírios voltaram se enfrentar nesta sexta-feira nas proximidades das bases militares de Alepo, onde helicópteros das Forças Armadas da Síria estão participando das operações, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) – organismo ligado às forças rebeldes. De acordo com a organização, 225 pessoas morreram na última quinta-feira durante conflitos na Síria, incluindo 140 civis, 39 rebeldes e 46 soldados.

Miguel Medina / AFP

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Bashar Assad



Protestos – Como acontece toda semana após a oração da sexta-feira desde o início do conflito, há 18 meses, manifestações foram convocadas para exigir a queda do regime de Bashar Assad. "Os bem-amados do profeta na Síria estão sendo massacrados" é o lema do dia.

A referência ao profeta Maomé não é por acaso, uma vez que uma onda de manifestações contra um vídeo anti-islâmico produzido nos Estados Unidos e contra charges do profeta Maomé que foram publicadas por uma revista francesa está movimentando o mundo muçulmano.

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Assad – O presidente da Síria disse nesta sexta-feira, em entrevista concedida à revista egípcia al-Ahram al-Arabi que mudanças em seu país não devem acontecer por meio de intervenções internacionais ou pela deposição de seus políticos, mas através do diálogo com membros da oposição. Ele acrescentou que o movimento que ficou conhecido como Primavera Árabe, que causou a queda de outros ditadores no mundo islâmico, só trouxe caos à região.

(Com Agência France-Presse)

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