Tarja do tema Revoltas no mundo islâmico
 
10/02/2012 - 08:47
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Países árabes

Explosões matam pelo menos 25 na 2ª maior cidade síria

Duplo atentado contra forças de segurança deixaram outros 175 feridos

Carro-bomba foi acionado próximo ao prédio do Exército sírio

Carro-bomba foi acionado próximo ao prédio do Exército sírio (George Orfalian/Reuters)

Pelo menos 25 pessoas morreram nesta sexta-feira e 175 ficaram feridas em um duplo atentado com carro-bomba que tinha como objetivo dois prédios das forças de segurança em Aleppo, a segunda maior cidade da Síria. A TV estatal detalhou que os alvos eram um edifício da polícia militar e uma sede dos agentes antidistúrbios. "Um terrorista explodiu seu veículo a 100 metros da entrada do prédio de segurança militar", afirmou o canal oficial, mostrando a cratera que deixada pela explosão.

Entenda o caso


  1. • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março para protestar contra o regime de Bashar Assad, no poder há 11 anos.
  2. • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança do ditador, que já mataram mais de 5.400 pessoas no país, de acordo com a ONU, que vai investigar denúncias de crimes contra a humanidade no país.

Rússia - Em meio a violência extrema, a Síria segue com apoio incondicional do governo russo, que acusou nesta sexta-feira as potências ocidentais de serem "cúmplices" da crise na Síria e a oposição de ser a responsável pelo "derramamento de sangue".

"Os estados ocidentais, ao incitar os opositores sírios a realizar ações intransigentes são cúmplices de atiçar a crise", declarou o vice-ministro russo das Relações Exteriores, Serguei Riabkov, citado pela Itar-Tass, acrescentando que "a responsabilidade de buscar uma solução para deter o derramamento de sangue repousa sobre a oposição", que se recusa a negociar com o regime.

"As autoridades da Síria garantiram que estão dispostas a realizar rapidamente um referendo sobre a Constituição e a promover eleições", declarou Riabkov, em uma entrevista concedida durante uma viagem à Colômbia. Esta semana o chanceler russo esteve na Síria e, depois de se encontrar com Bashar Assad, anunciou que o ditado está disposto a negociar com a oposição e que em breve fixará a data de um referendo sobre uma nova Constituição.

Para os opositores, não é possível realizar negociações sem a saída de Assad. Já um plano da Liga Árabe para resolver a crise exige que Assad transfira seus poderes ao vice-presidente.

(Com agências EFE e France-Presse)

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