Oriente Médio
Exército israelense reconhece erros em ataque à flotilha
General da reserva apresentou os resultados de investigação interna
O Exército israelense admitiu, nesta segunda-feira, erros no planejamento e execução do ataque contra a frota humanitária a Gaza no final de maio. As conclusões saíram de sua própria investigação interna, que, no entanto, não mostrou negligências que pudessem justificar processos judiciais.
O general da reserva Giora Eliand, que presidiu o painel para analisar a operação, apresentou os resultados da investigação em um pronunciamento público em Tel Aviv. "Foram cometidos erros no processo de decisão, inclusive em um nível relativamente superior, que contribuíram para um resultado que não havíamos desejado", explicou. "Durante essa investigação, descobrimos que havia erros profissionais que dizem respeito à coleta de informações e ao processo de decisão", afirmou o general.
Eiland foi encarregado no mês passado de investigar e tirar conclusões a respeito do desenvolvimento da operação armada israelense contra uma frota de ajuda internacional que tentava romper o bloqueio da Faixa de Gaza em 31 de maio. A comissão foi composta também por outros dois generais de reserva, um coronel da marinha e uma alta personalidade do ministério da Defesa.
Ataque - Os enfrentamentos deixaram nove militantes turcos mortos, o que provocou protestos em todo o mundo. Além da investigação do exército, uma "comissão pública independente" israelense trabalha sobre os aspectos jurídicos do caso, enquanto que o auditor do Estado hebreu anunciou em 15 de julho a abertura de sua própria investigação. Israel se negou enfaticamente à criação de uma comissão de investigação internacional.
Depois do incidente de 31 de maio, Israel aliviou o bloqueio contra Gaza, em vigor desde que o grupo palestino Hamas assumiu o controle do território, em junho de 2007. O Estado hebreu enfrenta uma forte pressão internacional para suspender completamente o embargo.
Nova embarcação - O cargueiro de ajuda fretado pela Fundação Kadhafi através de Seif Al-Islam, filho do número um líbio Muammar Kadhafi, entrou em águas internacionais e deve chegar quarta-feira a Gaza, informou a instituição nesta segunda-feira. "A equipe da Fundação informou que mantinha o moral elevado e que se preparava para entrar em Gaza na quarta-feira", segundo o site dessa organização de caridade.
O barco passava por águas internacionais a 100 km da ilha de Creta e continuou a avançar para Gaza "em um ritmo constante", precisou a Fundação. Israel emprega esforços diplomáticos intensos para que o Amalthéa, de bandeira moldávia, que deixou a Grécia na noite de sábado, desvie a rota para o Egito.
(Com agência France-Presse)





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