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Ex-mafioso é assessor de polÃticas sociais do prefeito de Roma
Roma, 29 jul (EFE).- Um ex-membro da máfia e antigo militante em um grupo terrorista de extrema-direita é, há alguns anos, assessor de PolÃticas Sociais do prefeito de Roma, o direitista Gianni Alemanno, segundo revelou o jornal 'La Repubblica'.
Maurizio Lattarulo foi membro da máfia romana 'Magliana' e do grupo terrorista de extrema-direita 'Núcleos Armados Revolucionários' (NAR).
Segundo 'La Repubblica', Lattarulo foi braço direito do chefe da máfia Enrico De Pedis, assassinado em um acerto de contas em 1990 e ligado ao desaparecimento, em 1983, de Emanuela Orlandi, filha de um empregado do Vaticano.
O mafioso, segundo a publicação, também foi braço direito de Massimo Carminati, chefe dos NAR, e durante anos foi responsável pela cobrança de juros e encargos para a Magliana, o chamado 'pizzo', 'imposto revolucionário' exigido pela máfia.
A Magliana, que leva o nome de um bairro do sul de Roma, nasceu da união de várias organizações criminosas da capital na década de 1970.
O grupo mantinha estreitas relações com a Cosa Nostra, a Camorra e outros grupos mafiosos e também com organizações da extrema-direita subversiva e da loja Maçônica Propaganda 2, a famosa 'Pidue' (P2).
De acordo com o 'La Repubblica', Lattarulo foi contratado em 2008 como consultor externo para as PolÃticas Sociais da Prefeitura de Roma (Campidoglio), ganhando a princÃpio 13 mil euros, passando a receber, a partir de 2010, pouco mais de 30 mil euros.
O secretário do Partido Democrata (PD) de Roma, Marco Miccoli, afirmou, após saber da publicação, que é uma 'vergonha' que um ex-mafioso esteja na 'corte de Alemmano' e opinou que o Campidoglio 'se transformou em uma filial para ex-terroristas de extrema direita, fascistas e chefes da máfia'.
O PD pediu explicações a Alemanno (procedente do neofascista Movimento Social Italiano), pois considera que 'é uma vergonha que jovens e outras pessoas honradas não só não encontrem trabalho, mas também percam seus empregos por conta da crise, enquanto a administração pública oferece bons salários a um mafioso e a um ex-terrorista', criticou Miccoli.
O jornal lembra que este não é único caso de nomeações 'discutÃveis', já que, em 2009, por exemplo, o extremista de direita Stefano Andrini, condenado a quatro anos e oito meses de prisão por agressão a militantes de esquerda, foi contratado para o serviço municipal de limpeza. EFE
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