Internacional
Diplomacia
EUA pedem que Coreia do Sul reduza importações do Irã
Washington tenta aumentar as pressões sobre o programa nuclear de Teerã
Robert Einhorn e Kim Jae-shin em encontro em Seul: Coreia do Sul tem alta dependência do petróleo iraniano (Jung Yeon-Je/Reuters)
O assessor especial do Departamento de Estado americano para a não-proliferação e o controle de armas, Robert Einhorn, fez um apelo à Coreia do Sul nesta terça-feira para que a nação asiática reduza suas importações de petróleo do Irã, informou a agência de notícias "Yonhap". O funcionário americano formulou o pedido ao vice-ministro das Relações Exteriores sul-coreano, Kim Jae-shin, em meio à campanha liderada por Washington para pressionar o governo iraniano a abandonar o seu programa nuclear.
"Estamos apelando a todos os nossos parceiros para que nos ajudem e colaborem conosco para exercer mais pressão sobre o governo do Irã", declarou Einhorn, que chegou a Seul na segunda-feira para uma visita de três dias. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou em 31 de dezembro uma lei que impõe duras sanções às entidades que mantêm negócios com o Banco Central do Irã.
Dependência - A Coreia do Sul mantém uma alta dependência do petróleo iraniano, que representou 9,6% do total de importações sul-coreanas nos primeiros 11 meses do ano passado. As autoridades do Japão, o outro grande aliado dos EUA na região e com uma dependência do petróleo iraniano similar à da Coreia do Sul, anunciaram na semana passada que vão reduzir gradualmente as importações de petróleo do Irã.
Em resposta aos apelos de Washington, o vice-ministro sul-coreano assegurou que o país está comprometido a apoiar e participar dos esforços internacionais para resolver a questão. No entanto, insistiu que a medida pode afetar a Coreia do Sul. "No momento, muitos sul-coreanos estão preocupados que mais sanções sobre o Irã possam desestabilizar o mercado de petróleo e prejudicar a economia do país". Kim afirmou ainda que Washington e Seul devem cooperar entre si para "minimizar este efeito adverso".
(Com Agência EFE)




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