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Defesa

EUA concluem retirada de 33 mil soldados do Afeganistão

Militares haviam sido enviados em 2010 para reforçar a segurança contra a ameaça dos talibãs. Cerca de 68 mil soldados dos EUA permanecem no país

Soldados da Isaf patrulham área no sul do Afeganistão

Soldados da Isaf patrulham área no sul do Afeganistão (John D Mc Hugh/AFP)

Os Estados Unidos confirmaram na quinta-feira a retirada do contingente de 33 mil militares enviados por Barack Obama em 2010 ao Afeganistão para reforçar a segurança do país árabe contra a ameaça dos insurgentes talibãs. Segundo fontes oficiais citadas pelas redes americanas ABC e CNN, cerca de 10 mil soldados já haviam deixado o país em julho de 2011 e a retirada dos demais miliatares estava programada para acontecer até o final deste mês. Apesar da saída dessas tropas, outros 68 mil militares americanos permanecem no Afeganistão.

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A imprensa dos Estados Unidos especula que o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, faça o anúncio oficial da retirada nesta sexta-feira, durante sua visita à Nova Zelândia. A saída das tropas faz parte do processo gradual para transferir a responsabilidade da segurança às forças afegãs e que culminará em 2014 com a retirada total da missão da Otan no país (Isaf). 

Ataques - A retirada acontece apesar do pedido de um grupo de senadores americanos para uma "pausa estratégica" na saída das tropas do Afeganistão após o aumento dos ataques contra os soldados da Otan por parte das forças de segurança afegãs. Neste ano, os ataques contra os membros da missão da Otan no Afeganistão perpetrados por insurgentes infiltrados na polícia e das Forças Armadas afegãs custaram a vida de 51 militares da coalizão internacional.

Recentemente, a Isaf anunciou que decidiu reduzir seu nível de cooperação com o exército afegão e que iniciou uma revisão de seus contatos com a população local por causa da recente onda de ataques. No entanto, o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, assegurou que a missão segue comprometida com sua estratégia, seus objetivos e o calendário para a retirada do Afeganistão.

(Com agência EFE)

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