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Egito bombardeia Sinai em ofensiva contra extremistas
Ação militar, a 1ª na península desde a guerra do Yom Kippur, acontece após um novo ataque contra postos de controle na fronteira com a Faixa de Gaza
Veículo blindado egípcio patrulha fronteira do país com a Faixa de Gaza após ataque que matou 16 soldados no Sinai (Ahmed Mahmoud / AFP)
O Egito disparou mísseis contra supostos militantes radicais islâmicos situados no norte da Península do Sinai na manhã desta quarta-feira. O bombardeio é uma resposta à série de seis ataques simultâneos contra postos de comando das forças egípcias, perpetrados por atiradores mascarados horas antes. Cinco oficiais de segurança e um civil ficaram feridos no atentado.
Foi a primeira vez que o exército egípcio bombardeou o Sinai desde a batalha contra Israel pelo controle da península em outubro de 1973, durante a guerra do Yom Kippur.
Segundo fontes militares, a ofensiva do exército do Egito teria se concentrado na vila al-Toumah, onde os extremistas estariam escondidos. “Matamos vinte terroristas e destruímos três veículos blindados. As operações continuam”, afirmou, sob a condição de anonimato, um comandante para a agência de notícias Reuters.
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Vácuo de poder - As tensões na Península do Sinai se intensificaram a partir do último domingo, quando atiradores mataram 16 soldados egípcios em um posto de controle situado perto da fronteira com a Faixa de Gaza e tentaram entrar, sem sucesso, em Israel com dois veículos miliares roubados. Após o ataque, o Egito fechou os túneis que ligam o Sinai à Faixa de Gaza por tempo indeterminado. Apesar de nenhum grupo ter assumido a autoria do atentado de domingo, oficiais egípcios e israelenses culparam radicais islâmicos pela ação, embora a Irmandade Muçulmana, movimento que apoiou o recém-eleito presidente Mohamed Mursi, tenha responsabilizado o Mossad, a agência de inteligência de Israel - tese considerada "absurda" pelas autoridades de Tel Aviv.
A instabilidade no Sinai é um dos primeiros grandes desafios enfrentados por Mursi no comando do Egito. A região é conhecida por abrigar militantes terroristas ligados a grupos radicais islâmicos e tem pouca presença do governo – consequência da desmilitarização decorrente do acordo de paz de 1979 com Israel. A insegurança na península, porém, aumentou ainda mais após a queda do ditador Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011. O ex-presidente egípcio mantinha laços estreitos com Israel em uma cooperação para garantir a segurança da fronteira entre os dois países -- uma relação que muitos duvidam que Mursi pretenda manter. Depois do ataque de domingo, Israel cobrou medidas decisivas do Egito para prevenir o terrorismo no Sinai.
(Com agência France-Presse)

