Internacional

Justiça
Deputados israelenses acusam colegas árabes de defender Palestina
Jerusalém, 26 fev (EFE).- Vários parlamentares de partidos de direita de Israel pediram que deputados da comunidade árabe fossem julgados por representar a 'Palestina' numa conferência internacional sobre Jerusalém realizada em Doha mediada pela Liga Árabe.
'Não é a primeira vez que deputados árabes (de nacionalidade israelense) falam contra o estado de Israel', queixou-se neste domingo a deputada Miri Regev, do partido Likud, em declarações à edição eletrônica do jornal 'Yedioth Ahronoth'.
Miri disse ainda, em tom cínico, que deveria ser enviado um 'avião VIP para que eles representem o Hamas e outras organizações terroristas'.
Alex Miller, do partido ultradireitista Israel Beiteinu, lamentou que deputados árabes que recebem seu salário do governo israelense 'não percam uma oportunidade de atacar o estado' a que pertencem e representam.
Dois deputados árabes da Câmara israelense, Taleb A-Sana e Ahmed Tibi, participam da conferência que começou neste domingo em Doha com a presença de 350 pessoas e que tem como objetivo obter apoio político e financeiro para evitar que Jerusalém permaneça sob domínio judeu.
Na inauguração do encontro, transmitida pela 'Al Jazeera', o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, denunciou que Israel luta para manter Jerusalém como sua capital, destrói lugares significativos da cidade e seus arredores e constrói assentamentos.
'Jerusalém permanecerá árabe no coração, espírito e alma, apesar da limpeza étnica contra os palestinos', acrescentou Abbas.
'Os deputados árabes ultrapassaram todas as linhas vermelhas, e após terem enaltecido terroristas agora passam a uma ação global contra o estado de Israel', declarou Dani Danón, também do partido Likud.
O parlamentar assegurou que apresentará uma queixa perante a Comissão de Ética da Câmara para que seus colegas árabes sejam julgados. EFE
Copyright Efe - Todos os direitos de reprodução e representação são reservados para a Agência Efe.




Comentários