Tarja para o tema Coreia contra Coreia

Extremo Oriente

Coreia do Norte promete ativar todas instalações nucleares

Anúncio ocorre após aval para expandir programa nuclear. Entre as unidades reativadas está reator desligado em 2007 após acordo de desnuclearização

  • Em sua mensagem de Ano Novo, o ditador norte-coreano Kim Jong-un falou pela primeira vez, sobre a execução de seu tio e alertou que na possibilidade de um conflito nuclear na península coreana, não pouparia sequer os Estados Unidos

    Kyodo/Reuters

  • Líder norte-coreano Kim Jong-un chega para a cerimônia do Cemitério de combatentes mortos do Exército do Povo Coreano (KPA) em Pyongyang, nesta quinta-feira (25), como parte das comemorações do 60º aniversário da assinatura de trégua na guerra de 1950-1953

    Jason Lee/Reuters

  • Parada Militar no segundo aniversário da morte do ex-ditador Kim Jong Il, na Coreia do Norte

    Reuters

  • Imagem de TV mostra líder norte-coreano Kim Jong-un durante uma cerimônia militar

    KRT/Reuters

  • O governo norte-coreano fechou a fronteira com o Sul

    Ahn Young-joon/AP

  • No mesmo dia do lançamento de um míssil norte-coreano, o ditador Kim Jong-un visitou uma escola neste domingo

    AFP

  • Coreia do Norte exibe míssil Nodong durante desfile militar

    Reprodução

  • Imagem de TV mostra cerimônia militar na Coreia do Norte

    KRT/Reuters

  • Imagem de TV mostra líder norte-coreano Kim Jong-un durante uma cerimônia militar

    KRT/Reuters

  • Imagem de TV mostra cerimônia militar na Coreia do Norte

    KRT/Reuters

  • Soldado norte-coreano observa a fronteira perto da aldeia de Panmunjom em Paju, Coreia do Sul

    Kim Jae-Hwan/AFP

  • Soldados do exército sul-coreano durante um exercício militar em Paju, perto da aldeia fronteiriça de Panmunjom, Coreia do Sul

    Ahn Young-joon/AP

  • Soldados sul-coreanos realizam treinamento militar com tanques perto da zona desmilitarizada entre as coreias, em Paju, ao norte de Seul

    Park Jung-Ho/Reuters

  • Soldado do Exército sul-coreano mantém a guarda de uma barricada na Ponte da Unificação, na divisa entre as coreias perto da vila de Panmunjom

    Lee Jin-man/AP

  • Soldados da Coreia do Sul patrulham fronteira perto da aldeia de Panmunjom em Paju, Coreia do Sul

    Ahn Young-joon/AP

  • Soldado sul-coreano checa o horário de chegada de veículos trazendo trabalhadores do complexo industrial de Kaesong, localizado na Coreia do Norte, no posto sul-coreano de fronteira em Paju

    Kim Hong-Ji/Reuters

  • Sistema antimísseis instalado no Ministério da Defesa japonês: país preparado para eventual ataque norte-coreano

    Issei Kato/Reuters

  • Imagem de satélite mostra  Centro de Pesquisas Nucleares de Yongbyon, que produziu material para os testes atômicos da Coreia do Norte

    Getty Images

  • Soldados da Coreia do Norte (e) e do Sul vigiam a zona desmilitarizada, que separa os dois países

    Yonhap/AFP

  • Tanques sul-coreanos passam por uma ponte temporária perto da fronteira com a Coreia do Norte. Nova presidente da Coreia do Sul prometeu forte resposta militar a qualquer provocação da Coreia do Norte depois que Pyongyang anunciou que os dois países estavam agora em estado de guerra

    Kim Jae-Hwan/AFP

  • Soldado sul-coreano observa área militar próxima de Paju e da área desmilitarizada entre a Coreia do Sul e Coreia do Norte, na manhã desta sexta-feira (5)

    Jung Yeon-Je/AFP

  • Soldado sul-coreano fecha portão de área militar próxima de Paju e da área desmilitarizada entre a Coreia do Sul e Coreia do Norte

    Jung Yeon-Je/AFP

  • Um caça F-22 Raptor da Força Aérea americana decola na base aérea americana de Osan para exercício militar, em Pyeongtaek (Coreia do Sul )

    Bae Jung-hyun, Yonhap/AP

  • O líder norte-coreano Kim Jong Un acena durante inspeção a um dos departamentos de defesa do país

    KCNA/AFP

  • Tropas sul-coreanas participam de exercício militar próximo da fronteira com a Coreia do Norte

    Jung Yeon-Je/AFP

  • Soldados americanos usam equipamento de proteção durante demonstração em infantaria na Coreia do Sul

    Jung Yeon-Je/AFP

  • A Coreia do Norte proíbe que trabalhadores sul-coreanos entrem no complexo industrial binacional de Kaesong, que fica no território norte-coreano

    AFP

  • Soldados norte-coreanos compareceram à praça Kim Il Sung, no centro de Pyongyang, nesta sexta-feira (14), para comemorar sucesso do lançamento do foguete Unha-3

    Ng Han Guan/AP

  • Ditador Kim Jong-un comanda treinamento militar na Coreia do Norte

    KCNA / AFP

  • Soldado norte-coreano observa o sul enquanto patrulha a vila de Panmunjeom, na zona desmilitarizada da fronteira entre as Coreias, nesta terça-feira (19)

    Lee Jae-Won/Reuters

  • Tropas norte-coreanas fazem treinamento de chegada e defesa de costa em praia não identificada do país

    KCNA/AFP

  • Soldados saúdam o ditador Kim Jong-un nesta quinta em Pyongyang

    Reuters

  • O líder norte-coreano Kim Jong-Un acompanha treinamento do Exército em local não revelado

    KCNA/AFP

  • Soldados da Coreia do Sul patrulham fronteira perto da aldeia de Panmunjom em Paju, Coreia do Sul

    Ahn Young-joon/AP

  • Imagem divulgada pelo governo da Coreia do Norte, juntamente com um comunicado, informa que os soldados estão preparados para o combate contra a Coreia do Sul e Estados Unidos

    KCNA/Reuters

  • Soldados norte-coreanos participam de treinamento militar em Pyongyang

    KCNA/Reuters

  • Imagem divulgada nesta terça-feira (12), mostra o líder norte-coreano Kim Jong Un acenando ao lado de militares durante inspeção a um dos departamentos de defesa do país

    KCNA/AP

  • Exército sul-coreano participa de exercício contra possíveis ataques da Coreia do Norte, perto da aldeia de Panmunjom em Paju, Coreia do Sul

    Ahn Young-joon/AP

  • Menina corre em zona desmilitarizada que separa as duas Coreias, em Paju, norte de Seul

    Kim Hong-Ji/Reuters

  • Soldados da Coreia do Sul patrulham fronteira perto da aldeia de Panmunjom em Paju, Coreia do Sul

    Ahn Young-joon/AP

  • Soldados norte-coreanos preparam armamento pesado em treinamento em local não divulgado, em imagem disponibilizada pela agência de notícias do país, a KCNA, em Pyongyang

    KCNA/Reuters

  • Soldados da Coreia do Sul patrulham fronteira perto da aldeia de Panmunjom em Paju, Coreia do Sul

    Kim Hong-Ji/Reuters

  • Soldados norte-coreanos em treinamento militar em local não revelado. A foto foi liberada pela agência oficial de notícias da Coreia do Norte

    Reuters

  • Exército sul-coreano participa de exercício contra possíveis ataques da Coreia do Norte, perto da aldeia de Panmunjom em Paju, Coreia do Sul

    Ahn Young-joon/AP

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Dando continuidade à série de provocações das últimas semanas, a Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira que vai reativar todas as suas instalações nucleares, incluindo um reator de cinco megawatts em Yongbyon, que havia sido desativado em 2007 após um acordo internacional de desnuclearização. O reator costumava ser fonte de plutônio para o regime de Pyongyang e chegou a ter parte de sua torre de resfriamento destruída.

Mas as negociações com os Estados Unidos, Coreia do Sul, China, Japão e Rússia foram paralisadas em 2008, depois que cresceu a desconfiança de que o governo do então ditador Kim Jong-il escondia parte de suas instalações nucleares e Pyongyang se retirou ao receber sanções da ONU por efetuar testes com mísseis de longo alcance.

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Um porta-voz da Direção Geral da Agência Central de Energia Atômica norte-coreana afirmou que serão tomadas medidas para reiniciar o reator e renovar suas instalações, que poderão ser utilizadas para a produção elétrica e também para fins militares, informou a agência  de notícias estatal KCNA.

O anúncio ocorre no dia seguinte à aprovação, pela Assembleia do Povo norte-coreana (o Parlamento local), de um plano para aumentar a importância do programa nuclear do país. A decisão foi tomada após o governo do ditador Kim Jong-un pedir a ampliação "qualitativa e quantitativa" das forças nucleares. Segundo a agência estatal KCNA, a Assembleia do Povo adotou com unanimidade uma proposta para dar um maior destaque às armas nucleares na defesa norte-coreana. "As armas nucleares têm o propósito de retaliar ataques até que o mundo seja desnuclearizado", diz o texto aprovado. 

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No domingo, o Partido dos Trabalhadores da Coreia (comunista) realizou uma rara reunião de cúpula e descreveu as armas nucleares como "a vida da nação". "A posse de armas nucleares pela Coreia do Norte deveria ser estabelecida em lei e as forças nucleares deveriam ser ampliadas e reforçadas qualitativa e quantitativamente", ressaltou a cúpula comunista, segundo a agência estatal.

Resposta sul-coreana - A Coreia do Sul classificou como "profundamente lamentável" o anúncio da reabertura das instalações nucleares do país vizinho. Em declarações para a imprensa, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Cho Tai-young, pediu que Pyongyang cumpra "as promessas que fez no passado e torne realidade a desnuclearização da península coreana". 

Bomba atômica – O jornal americano The Washington Post afirmou nesta segunda-feira, com base em informações de especialistas americanos, que a Coreia do Norte adotou medidas pouco usuais para diminuir rastros da bomba usada no teste nuclear de fevereiro, o terceiro da história do país.

Segundo o jornal, o governo americano não conseguiu detectar rastros do teste na Coreia do Sul nem na atmosfera. A descoberta levantou suspeitas de que os cientistas norte-coreanos chegaram à fabricação de uma bomba que usa urânio enriquecido como sua base.

Plano – A Coreia do Sul, aliada dos americanos, revelou nesta segunda seu plano para neutralizar possíveis ataques do país vizinho. O ministro da Defesa, Kim Kwan-jin, entregou à presidente sul-coreana, Park Geun-hye, o projeto de um novo sistema antimísseis e novos satélites espiões, que permitirão ao Exército do país lançar uma ação preventiva de defesa caso a Coreia do Norte mostre sinais de um ataque iminente. No encontro, a mandatária aproveitou para ordenar que o exército “responda com força” a qualquer ataque do Norte, sem levar em conta “considerações políticas”.

Os dois aliados respondem às sucessivas ameaças do ditador norte coreano Kim Jong-un a Seul e Washington. Pyongyang começou a engrossar sua retórica belicista no início de março, quando a ONU adotou novas sanções por causa da realização do novo teste nuclear norte-coreano. A partir de então, já cortou todas as linhas de comunicação com a Coreia do Sul e declarou “estado de guerra”. No entanto, especialistas acreditam que o regime comunista está apenas tentando provocar efeitos psicológicos na região.

Cronologia do programa nuclear da Coreia do Norte

1 de 11

Década de 1970

Réplica de mísseis norte-coreanos Scud-B

Com a assistência técnica da China, a Coreia do Norte começa a trabalhar no desenvolvimento de mísseis balísticos de curto alcance, baseados na tecnologia do míssil soviético Scud, que, por sua vez, é derivado de um foguete alemão V2, usado na Segunda Guerra Mundial.

(Com agência EFE)

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