Mundo islâmico

No dia sagrado do Islã, revoltas se intensificam no Egito

Diante de novos confrontos violentos, Irmandade Muçulmana cancelou 'convocação nacional' e decidiu realizar apenas ato simbólico na Praça Tahir

  • Manifestantes protestam perto da embaixada americana em Sanaa (Iêmen) contra filme que ironiza profeta Maomé

    Khaled Abdullah/Reuters

  • Crianças brincam em meio às barricadas de fogo durante protesto de muçulmanos em Rawalpindi, no Paquistão, em protesto contra o filme anti-islâmico

    Aamir Qureshi/AFP

  • Paquistanês protestas queimando pneus em Rawalpindi, nesta sexta-feira. Cinemas no país foram queimados

    AAMIR QURESHI / AFP

  • Manifestantes queimam bandeira dos EUA em Calcutá, na Índia contra filme que ironiza Maomé

    Dibyangshu Sarkar/AFP

  • Manifestante queima as bandeiras americana e israelense durante protesto, na Índia, contra o filme anti-Islã americano que tem gerado protestos muçulmanos em todo o mundo

    Fayaz Kabli/Reuters

  • Manifestantes durante protesto contra o filme que satiriza os mulçumanos em Peshawar, Paquistão

    Khuram Parvez/Reuters

  • Destroços do veículo que levava 12 trabalhadores estrangeiros e sofreu um ataque suicida deixando 10 mortos em Cabul, Afeganistão

    Massoud Hossaini/AFP

  • Manifestantes preparam caricatura do presidente Obama para incendiá-la em Cabul, Afeganistão

    Massoud Hossaini/AFP

  • Protesto anti-EUA de seguidores do Hezbollah em Beirute, Líbano

    Hasan Shaaban/Reuters

  • Policial atira latas de gás lacrimogênio para conter protestos em frente à embaixada americana em Jacarta, Indonésia

    Beawiharta/Reuters

  • Manifestantes em protesto anti-EUA seguram cartazes com os dizeres "Nós respeitamos todas as religiões" em Bangcoc, Tailândia

    Christophe Archambault/AFP

  • Advogados protestam contra o filme que satiriza os mulçumanos em Lahore, Paquistão

    Arif Ali/AFP

  • Garotas seguram poster com os dizeres "Seja agressivo pelo profeta de Deus" em Amã, Jordânia

    Muhammad Hamed/Reuters

  • Manifestantes durante protesto contra o filme que satiriza os mulçumanos em Jacarta, Indonésia

    Beawiharta/Reuters

  • Barricada de blocos de concreto é montada em frente à embaixada americana no Cairo

    Khaled Elfiqi/EFE

  • Nakoula Basseley é interrogado em Los Angeles

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  • Manifestantes ajudam homem ferido durante conflitos nesta sexta-feira (14), perto da praça Tahir, no Cairo, capital do Egito. Eles protestavam contra filme considerado ofensivo ao Islã

    Amr Abdallah Dalsh/Reuters

  • Manifestantes durante conflitos nesta sexta-feira (14), perto da praça Tahir, no Cairo, capital do Egito. Eles protestavam contra filme considerado ofensivo ao Islã

    Asmaa Waguih/Reuters

  • Confrontos entre manifestantes e policiais na frente da embaixada dos Estados Unidos no centro do Cairo, no Egito

    Amr Abdallah Dalsh/Reuters

  • Confrontos entre manifestantes e policiais na frente da embaixada dos Estados Unidos no centro do Cairo, no Egito, deixaram pelo menos 13 feridos

    Khaled Desouki/AFP

  • Manifestantes escalam a grade do portão da embaixada dos Estados Unidos em Sanaa, capital do Iêmen. Dezenas protestam contra o filme "A inocência dos muçulmanos", que ridiculariza o profeta Maomé

    Mohamed al-Sayaghi/Reuters

  • Centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Sana, no Iêmen, nesta quinta-feira (13)

    Yahya Arhab/EFE

  • Centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Sana, no Iêmen, nesta quinta-feira (13)

    Khaled Abdullah/Reuters

  • Manifestantes quebram janela da Embaixada dos EUA no Iêmen em protesto a vídeo considerado ofensivo

    Yahya Arhab/EFE

  • Centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Sana, no Iêmen, nesta quinta-feira (13)

    Khaled Abdullah/Reuters

  • Centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Sana, no Iêmen, nesta quinta-feira (13)

    Mohammed Huwais/AFP

  • Manifestantes seguram uma bandeira com os dizeres "O único Deus é Alá e seu profeta é Maomé" durante protesto na embaixada americana em Sana, no Iêmen

    Yahya Arhab/EFE

  • Manifestantes quebram janela da Embaixada dos EUA no Iêmen em protesto a vídeo considerado ofensivo

    Hani Mohammed/AP

  • Confrontos entre manifestantes e policiais na frente da embaixada dos Estados Unidos no centro do Cairo, no Egito, deixaram pelo menos 13 feridos

    Khaled Desouki/AFP

  • Manifestantes e policiais se enfrentam perto da embaixada americana no Cairo (Egito)

    Amr Abdallah Dalsh/Reuters

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Após a onda de revolta contra os Estados Unidos ter alcançado vários países árabes do Oriente Médio e Norte da África nesta quinta-feira, as manifestações contra o filme Innocence of Muslims (A Inocência dos Muçulmanos, em tradução livre do inglês), considerado ofensivo ao Islã, se intensificaram no Egito nesta sexta-feira, dia sagrado para o islamismo. Na véspera, conflitos no país já haviam deixado um saldo de 224 feridos.

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Irmandade Muçulmana, principal força política do Egito e a qual pertence o presidente Mohamed Mursi, havia feito um apelo por "protestos pacíficos" em todo o país pós as orações de hoje, mas, em razão dos confrontos violentos entre policiais e manifestantes, decidiu cancelar a "convocação geral". Segundo o secretário-geral do movimento, Mahmud Husein, apenas um "ato simbólico" na Praça Tahir está confirmado.

O conflito desta sexta-feira ocorreu nos arredores da embaixada dos Estados Unidos no Cairo. Jovens lançaram pedras contra agentes da polícia andistúrbios, que responderam com gás lacrimogêneo. Homens das forças de segurança prenderam, até o momento, 40 pessoas acusadas de atacar policiais, prédios públicos e a embaixada americana.

Um carro queimado foi derrubado no meio da rua que dá acesso à Praça Tahrir, onde são esperadas milhares de pessoas. Além da Irmandade Muçulmana, grupos radicais, como Gamaa al Islamiya, também convocaram protestos na saída das mesquitas após as orações. Nesta quinta-feira, o secretário de Imprensa dos Estados Unidos, Jay Carney, já havia afirmado que a Casa Branca estava preparada para novos protestos hoje, mas ressaltou que qualquer violência seria injustificada. Desde terça-feira, quando um ataque ao consulado americano em Bengasi, na Líbia, deixou quatro mortos - entre eles o embaixador Christopher Stevens - todos os postos diplomáticos dos Estados Unidos estão em alerta e com a segurança reforçada.

Ashraf Shazly/AFP

No Sudão, milhares de manifestantes incendiaram nesta sexta-feira a embaixada da Alemanha em Cartun

No Sudão, milhares de manifestantes incendiaram nesta sexta-feira a embaixada da Alemanha em Cartun

Caricaturas - A violência prosseguiu nesta sexta-feira em outros países árabes. Um dos episódios mais tensos foi registrado no Sudão, onde milhares de manifestantes incendiaram a embaixada da Alemanha em Cartun. A multidão arrancou a bandeira do país do prédio e a substituiu por um símbolo islamita. O ministro alemão de Relações Exteriores, Guido Westerwelle, anunciou que os funcionários estão a salvo.

Segundo a agência Efe, os manifestantes sudaneses, que também bloquearam o tráfego para impedir a aproximação dos bombeiros, protestam contra a recente publicação de caricaturas do profeta Maomé em revistas alemãs. Palavras de ordem também foram entoadas contra os Estados Unidos por causa do vídeo Innocence of Muslims, produzido naquele país e considerado uma afronta aos muçulmanos por ridicularizar Maomé. A agência AFP informou, ainda, que outros manifestantes atacaram a embaixada britânica em Cartum, que fica perto da representação alemã.

Outros países - No Iêmen, onde quatro pessoas morreram durante confronto na quinta-feira, as forças de segurança bloquearam, nesta sexta-feira, ruas nas imediações da embaixada americana em Sanaa, capital do país. Em uma mesquita próxima à missão diplomática, centenas de pessoas carregavam faixas e cartazes contra o filme. Segundo a rede Al Jazeera, policiais deram tiros de advertência e usaram jatos de água para dispersar a multidão. Uma autoridade americana confirmou à rede BBC que os EUA enviaram um esquadrão antiterrorismo da Marinha ao Iêmen para ajudar a proteger a embaixada.

Ainda nesta sexta-feira, cerca de 500 pessoas se reuniram para protestar em frente à embaixada norte-americana em Jacarta, Indonésia. "Esse filme insulta nosso profeta. O condenamos. É uma declaração de guerra", afirmou à agência Reuters um representante do movimento islamita Huzbut Tahrir, organizador do movimento. No Catar, cerca de mil pessoas carregando bandeiras participaram de uma manifestação pacífica pelas ruas da capital, Doha.

No Líbano, país onde o papa Bento XVI chegou hoje para uma visita de três dias,  fontes policiais disseram, em depoimento à Agência Associeted Press (AP), que forças de segurança abriram fogo contra os um grupo de pessoas que se manifestava contra o vídeo americano, matando uma pessoa e deixando outras 25 feridas – entre elas 18 oficiais nesta sexta-feira em Trípoli, no Líbano. Os manifestantes incendiaram um restaurante da rede de fast-food americana Kentucky Fried Chicken (KFC).

Em Túnis, capital da Tunísia, a polícia abriu fogo contra os protestantes que escalaram e incendiaram a embaixada dos EUA na cidade. Há fumaça saindo do prédio, e o confronto deixou cinco pessoas feridas. Os protestos também chegaram nesta sexta-feira a Índia e Jordânia. Em Chennai, na Índia, 86 manifestantes foram presos quando 100 islamitas atiraram pedras contra o consulado dos EUA. Na Jordânia, mais de 2.000 islamitas protestam contra o filme anti-islâmico, enquanto o governo pede ao Youtube que retire o trailer do ar.

(Com agências Efe, AFP e Reuters)

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