Tarja Eleições nos EUA 2012
 
03/01/2012 - 07:19
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Eleições americanas

Começa corrida eleitoral republicana, com Romney à frente

Primárias do estado de Iowa, nesta terça-feira, começam a definir os melhores nomes para enfrentar Obama e - o mais importante - quem já pode sair de cena

Gabriela Loureiro
Mitt Romney desponta como o único candidato republicano capaz de derrotar Obama nas eleições presidenciais

Mitt Romney desponta como o único candidato republicano capaz de derrotar Obama nas eleições presidenciais (Brian Snyder / Reuters)

“Nos Estados Unidos, fala-se em votar com o coração ou com a cabeça. Votar com o coração é fazer aquilo que o deixa feliz, enquanto votar com a cabeça é fazer o que é mais inteligente. E nem sempre uma coisa coincide com a outra. Mas o que assistiremos nos próximos meses serão pessoas votando com a cabeça.”

Cary Covington, especialista em eleições americanas da Universidade de Iowa

Os republicanos de Iowa realizam nesta terça-feira o primeiro caucus (termo que define o processo de eleições primárias no estado) para começar a decidir o nome do candidato que vai enfrentar Barack Obama nas eleições presidenciais de novembro. Conforme apontam as pesquisas mais recentes, Mitt Romney sai na frente e deve vencer o embate. Analistas também o apontam como favorito, não por ser o mais preparado e muito menos pelo carisma, mas sim por eliminação - nenhum dos outros nove pré-candidatos é forte o suficiente. “A minha melhor aposta é que Romney irá ganhar, apesar de ser uma disputa acirrada com Ron Paul e Rick Santorum logo atrás”, disse ao site de VEJA Timothy Hagle, professor de Ciências Políticas da Universidade de Iowa. “Para muitos republicanos de Iowa, há uma forte preocupação em escolher o candidato que tem a melhor chance de derrotar Obama, e Romney está muito bem nesse sentido”, completa.

Infográfico: Os republicanos que querem o lugar de Barack Obama

A preferência pelo ex-governador de Massachusetts (2003-2007) é óbvia, se os eleitores fizerem uma opção racional (Romney) em vez de emocional (Paul), explica o especialista em eleições americanas da Universidade de Iowa, Cary Covington. “Nos Estados Unidos, fala-se em votar com o coração ou com a cabeça. Votar com o coração é fazer aquilo que o deixa feliz, enquanto votar com a cabeça é fazer o que é mais inteligente. E nem sempre uma coisa coincide com a outra. Mas o que assistiremos nos próximos meses serão pessoas votando com a cabeça”, analisa Covington. Isso porque Romney é o último candidato ainda em pé, com uma aprovação nacional que varia entre 20% e 25% e considerado moderado o suficiente para competir de igual para igual com o democrata Obama.

Ex-empresário, Romney passou a maior parte de sua vida dedicando-se ao setor privado. Foi candidato às primárias republicanas em 2008, quando perdeu para John McCain ao enfrentar o ceticismo dos americanos frente a algumas de suas convicções. O que pesa contra ele é o fato de já ter defendido temas demonizados pelos republicanos, como aborto, casamento gay e o sistema de saúde executado pelo atual presidente - e que teria sido inspirado no modelo de Romney quando era governador. Nos últimos anos, o pré-candidato tentou passar uma imagem cada vez mais conservadora, mas não parece ter convencido a todos. “O que muitos republicanos desaprovam em Romney é o fato de ele não ser suficientemente conservador”, enfatiza Covington.

Falta de opção - Contudo, não é apenas o ex-governador que ainda precisa lutar para conquistar a confiança dos eleitores - esse feito não foi obtido por nenhum dos outros pré-candidatos, nem os que concorrem de perto com ele. Ron Paul, apesar de ser conhecido como o “padrinho intelectual do Tea Party”, defende medidas tão ou mais impopulares do que as antigas ideias de Romney entre os membros mais conservadores do partido, como a legalização da maconha. E Santorum, que estava praticamente esquecido até poucos dias, foi alçado nas pesquisas eleitorais como consequência da derrocada de outros conservadores, como Michele Bachmann, Newt Gingrich e Rick Perry.

Há, também, um motivo histórico para explicar a liderança de Romney: jamais um membro da Câmara dos Deputados conseguiu ser eleito presidente. E os únicos que escapam desse perfil são Mitt Romney e Rick Perry. Mas este último, que começou deslanchando em todas as pesquisas, cavou a própria cova eleitoral com uma série de gafes capazes de provocar vergonha alheia até no maior cara de pau. Relembre na lista: 

As maiores gafes dos pré-candidatos republicanos

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Rick Perry

Em novembro, Rick Perry foi protagonista de uma das gafes mais comentadas em debates republicanos. O governador do Texas, que já vinha despencando nas pesquisas, começou a citar os três ministérios que pretendia fechar caso fosse eleito: "Educação, Comércio e...". Ele ainda tentou disfarçar o "branco" mudando de assunto, mas quando o mediador insistiu para que prosseguisse, Perry admitiu que não se lembrava, soltando um "Ooops" no final.

Embora essa gafe parecesse insuperável, Perry conseguiu ir ainda mais longe. Falando a um grupo de jovens eleitores em New Hampshire, o pré-candidato disse esperar que todos tivessem 21 anos no dia 12 de novembro de 2012 para que pudessem votar. Ele se esqueceu "apenas" que nos Estados Unidos a idade mínima para votar é 18 anos e que o pleito deste ano está marcado para 6 de novembro.


Iowa -
É claro que existe a possibilidade de Romney sair atrás de Paul e Santorum no caucus de Iowa, que não é o maior nem o mais importante estado americano nas eleições, mas por ser o primeiro serve de termômetro para todo o processo. Paul tem um eleitorado mais fiel e entusiasta do que Romney, e Santorum, mais conservador, tem boas chances de conquistar esse eleitorado rural e altamente religioso. Mesmo que isso aconteça, tudo indica que o ex-empresário deve recuperar a liderança nas primárias seguintes - serão mais de 50 até agosto, quando a convenção do partido escolhe oficialmente seu candidato.

E vale lembrar que, nessa primeira etapa da corrida eleitoral à Casa Branca, tão importante quanto ficar de olho nos primeiros colocados é prestar atenção à outra ponta da tabela: quem ficar entre os últimos colocados certamente sairá da disputa em poucas semanas - são as regras do jogo. Está dada a largada.

Leia na coluna De Nova York, por Caio Blinder:
"São os rituais da campanha presidencial americana. Precisamos falar de Rick Santorum. Hoje e talvez nunca mais. O ex-senador pelo estado de Pensilvânia é o sabor do dia (ao lado do bem amargo Ron Paul). Ele interessa mais pelo ângulo da horse race (a corrida dos cavalinhos)."

Comentários


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Renanf

Go go Ron Paul!!!

03.01.2012

Nixson Nagaura

E bom os americanos terem cuidado para nao colocar no poder outro maluco como o Bush!

03.01.2012

 

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