Tarja do tema WikiLeaks
 
01/02/2012 - 10:17
  • compartilharCOMPARTILHAR
  • imprimirIMPRIMIR
 

Grã-Bretanha

Começa audiência de Assange na Suprema Corte britânica

Fundador do Wikileaks apelou após decisão de extraditá-lo à Suécia

Julian Assange chega à Suprema Corte de Londres

Julian Assange chega à Suprema Corte de Londres (Stefan Wermuth / Reuters)

O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, recorreu nesta quarta-feira à Corte Suprema britânica, máxima instância judicial da Grã-Bretanha, para evitar sua extradição à Suécia, país que o reivindica por acusações de crimes sexuais. Durante a audiência, que dura até a quinta-feira, sua defesa apresentará diante de sete magistrados do tribunal os argumentos do recurso, mas o veredicto só deverá ser dado dentro de algumas semanas.

Leia também: Soldado 'fonte' do WikiLeaks começa a ser ouvido nos EUA 

O recurso de Assange, que nega as acusações que lhe são atribuídas - três crimes de agressão sexual e um de estupro de duas mulheres suecas em agosto de 2010 -, não se baseia em detalhes do caso, mas em um aspecto legal. A defesa alega que a Procuradoria sueca, que emitiu a ordem europeia de detenção que desembocou em sua detenção em Londres em 8 de dezembro de 2010, não tinha legitimidade para fazê-lo, já que a assinatura de ordens europeias corresponde aos juízes.

Consequências - Se o Supremo interceder a favor de Julian Assange, haverá sérias consequências para o sistema europeu de extradição. Já se for contra, Assange perderá o recurso e será extraditado à Suécia no prazo de 10 dias, mas poderá recorrer novamente ao Tribunal de Direitos Humanos de Estrasburgo. A extradição já havia sido aprovada pelo tribunal, mas Assange apelou. A audiência deve durar dois dias a portas fechadas. 

As autoridades suecas querem a extradição de Assange para interrogá-lo sobre acusações de abuso sexual, o que, segundo o australiano, teria motivações políticas. O WikiLeaks vazou em 2010 vários documentos diplomáticos secretos, causando um enorme constrangimento entre países.

Protesto - Nesta quarta-feira, um grupo de partidários do fundador do WikiLeaks se reuniu às portas do Supremo britânico trazendo cartazes que defendiam Assange e o soldado Bradley Manning, processado nos Estados Unidos por ter vazado ao site informações confidenciais do país.

(Com agência EFE)

Comentários


comentar

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais(e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para aprovação de comentários no site de VEJA
 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados