Revoltas árabes

Protesto contra filme anti-Islã deixa 15 mortos no Paquistão

Entre as vítimas está motorista de carro de reportagem que foi a Peshawar para cobertura de manifestação. Perto dali, multidão incendiou dois cinemas

  • Manifestantes protestam perto da embaixada americana em Sanaa (Iêmen) contra filme que ironiza profeta Maomé

    Khaled Abdullah/Reuters

  • Crianças brincam em meio às barricadas de fogo durante protesto de muçulmanos em Rawalpindi, no Paquistão, em protesto contra o filme anti-islâmico

    Aamir Qureshi/AFP

  • Paquistanês protestas queimando pneus em Rawalpindi, nesta sexta-feira. Cinemas no país foram queimados

    AAMIR QURESHI / AFP

  • Manifestantes queimam bandeira dos EUA em Calcutá, na Índia contra filme que ironiza Maomé

    Dibyangshu Sarkar/AFP

  • Manifestante queima as bandeiras americana e israelense durante protesto, na Índia, contra o filme anti-Islã americano que tem gerado protestos muçulmanos em todo o mundo

    Fayaz Kabli/Reuters

  • Manifestantes durante protesto contra o filme que satiriza os mulçumanos em Peshawar, Paquistão

    Khuram Parvez/Reuters

  • Destroços do veículo que levava 12 trabalhadores estrangeiros e sofreu um ataque suicida deixando 10 mortos em Cabul, Afeganistão

    Massoud Hossaini/AFP

  • Manifestantes preparam caricatura do presidente Obama para incendiá-la em Cabul, Afeganistão

    Massoud Hossaini/AFP

  • Protesto anti-EUA de seguidores do Hezbollah em Beirute, Líbano

    Hasan Shaaban/Reuters

  • Policial atira latas de gás lacrimogênio para conter protestos em frente à embaixada americana em Jacarta, Indonésia

    Beawiharta/Reuters

  • Manifestantes em protesto anti-EUA seguram cartazes com os dizeres "Nós respeitamos todas as religiões" em Bangcoc, Tailândia

    Christophe Archambault/AFP

  • Advogados protestam contra o filme que satiriza os mulçumanos em Lahore, Paquistão

    Arif Ali/AFP

  • Garotas seguram poster com os dizeres "Seja agressivo pelo profeta de Deus" em Amã, Jordânia

    Muhammad Hamed/Reuters

  • Manifestantes durante protesto contra o filme que satiriza os mulçumanos em Jacarta, Indonésia

    Beawiharta/Reuters

  • Barricada de blocos de concreto é montada em frente à embaixada americana no Cairo

    Khaled Elfiqi/EFE

  • Nakoula Basseley é interrogado em Los Angeles

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  • Manifestantes ajudam homem ferido durante conflitos nesta sexta-feira (14), perto da praça Tahir, no Cairo, capital do Egito. Eles protestavam contra filme considerado ofensivo ao Islã

    Amr Abdallah Dalsh/Reuters

  • Manifestantes durante conflitos nesta sexta-feira (14), perto da praça Tahir, no Cairo, capital do Egito. Eles protestavam contra filme considerado ofensivo ao Islã

    Asmaa Waguih/Reuters

  • Confrontos entre manifestantes e policiais na frente da embaixada dos Estados Unidos no centro do Cairo, no Egito

    Amr Abdallah Dalsh/Reuters

  • Confrontos entre manifestantes e policiais na frente da embaixada dos Estados Unidos no centro do Cairo, no Egito, deixaram pelo menos 13 feridos

    Khaled Desouki/AFP

  • Manifestantes escalam a grade do portão da embaixada dos Estados Unidos em Sanaa, capital do Iêmen. Dezenas protestam contra o filme "A inocência dos muçulmanos", que ridiculariza o profeta Maomé

    Mohamed al-Sayaghi/Reuters

  • Centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Sana, no Iêmen, nesta quinta-feira (13)

    Yahya Arhab/EFE

  • Centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Sana, no Iêmen, nesta quinta-feira (13)

    Khaled Abdullah/Reuters

  • Manifestantes quebram janela da Embaixada dos EUA no Iêmen em protesto a vídeo considerado ofensivo

    Yahya Arhab/EFE

  • Centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Sana, no Iêmen, nesta quinta-feira (13)

    Khaled Abdullah/Reuters

  • Centenas de manifestantes invadiram a embaixada dos Estados Unidos em Sana, no Iêmen, nesta quinta-feira (13)

    Mohammed Huwais/AFP

  • Manifestantes seguram uma bandeira com os dizeres "O único Deus é Alá e seu profeta é Maomé" durante protesto na embaixada americana em Sana, no Iêmen

    Yahya Arhab/EFE

  • Manifestantes quebram janela da Embaixada dos EUA no Iêmen em protesto a vídeo considerado ofensivo

    Hani Mohammed/AP

  • Confrontos entre manifestantes e policiais na frente da embaixada dos Estados Unidos no centro do Cairo, no Egito, deixaram pelo menos 13 feridos

    Khaled Desouki/AFP

  • Manifestantes e policiais se enfrentam perto da embaixada americana no Cairo (Egito)

    Amr Abdallah Dalsh/Reuters

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Ao menos 15 pessoas morreram e 200 ficaram feridas durante manifestações nesta sexta-feira em protesto contra o vídeo anti-Islã Innocence of Muslims (Inocência dos Muçulmanos, em tradução livre do inglês) nas cidades de Peshawar e Karachi, no Paquistão. Em Peshawar, cinco morreram, e em Karachi, 10, mas o número de mortos deve subir, já que hoje é o dia sagrado para os muçulmanos, que costumam se reunir ao redor das mesquitas para protestar após as orações.

A primeira morte confirmada, em Peshawar, foi de um motorista que trabalhava para a rede de televisão paquistanesa Ary News. O canal de TV informou que a vítima, identificada como Mohammed Ahmed, tinha ido ao local para trabalhar na cobertura do protesto, do qual partipavam milhares de pessoas, e acabou baleado.

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Ahmed foi atingido quando estava dentro do carro de reportagem. Levado ao hospital, não resistiu. A polícia do Paquistão confirmou sua morte, mas negou que o tiro que o matou tenha partido de seus agentes. Além dele, segundo a BBC, quatro manifestantes acabaram mortos em Peshawar. Em Karachi, entre os 10 mortos, um era policial.

Cinemas - Em outros episódios violentos, uma multidão saqueou e incendiou dois cinemas em Peshawar, onde foram registrados distúrbios desde o início da manhã. As salas de exibição teriam sido escolhidas devido à programação, que inclui filmes considerados obscenos. Além disso, em Islamabad, capital paquistanesa, islamitas invadiram a embaixada americana. Perto dali, em Rawalpindi, forças de segurança tiveram que conter manifestantes.

De acordo com a agência AFP, as forças de segurança paquistanesas continuam em estado de alerta. A polícia disse que enviou agentes para os principais pontos da capital e afirmou que reforçou a segurança nos arredores das embaixadas, que na quinta-feira tiveram de ser protegidas por tropas do exército.

Num discurso televisionado, o primeiro-ministro do Paquistão, Raja Pervez Ashraf, pediu nesta sexta-feira a seus compatriotas que protestem de forma pacífica. Por precaução, o governo decidiu cortar os serviços de telefonia celular durante o dia para dificultar a coordenação de eventuais atentados talibãs ou de fundamentalistas vinculados à rede Al Qaeda.

Reprodução

Charge de Maomé publicada na revista 'Charlie Hebdo'

Charge de Maomé publicada na revista 'Charlie Hebdo'

Europa - Como já havia anunciado, o governo francês decidiu fechar, nesta sexta-feira, embaixadas, consulados, centros culturais e escolas em quase 20 países devido ao temor de ataques após a publicação de charges de Maomé na revista satírica Charlie Hebdo. A publicação abriu um amplo debate na França sobre a liberdade de expressão. Enquanto isso, na Alemanha, a revista de humor Titanic anunciou que trará, na capa de sua edição de outubro, uma caricatura do profeta.

Vídeo - Nos últimos dia, o YouTube restringiu o acesso ao vídeo anti-Islã em vários países, incluindo Líbia e Egito, onde os protestos tiveram início. Outros países, como Paquistão e Sudão, bloquearam as imagens por iniciativa própria. Nos Estados Unidos, o trailer permanecerá disponível, após a decisão de um juiz de Los Angeles que recusou o pedido de uma atriz que alegava ter sido enganada pelos produtores do filme.

Confrontos - A onda de protestos contra o filme que ridiculariza o profeta Maomé começou no dia 11 de setembro. Naquela noite, um atentado à embaixada americana em Bengasi, na Líbia, deixou quatro mortos, incluindo o diplomata J. Christopher Stevens. O vídeo, produzido nos EUA, foi condenado pelo presidente Barack Obama e considerado "repugnante" por sua secretária de Estado, Hillary Clinton. Os conflitos, que varrem o mundo árabe, já deixaram mais de 30 mortos, segundo a agência Reuters.

Líbia - Na cidade de Bengasi, centenas de manifestantes expulsaram nesta sexta-feira à noite o grupo salafista Ansar al-Sharia de seu quartel-general e incendiaram a instalação militar. Sob pressão dos manifestantes, os membros do grupo acusado de ser o responsável pelo ataque ao consulado americano atiraram para o alto antes de deixar a base, que foi atacada por centenas de moradores. "Não aos grupos armados", "Sim ao Exército na Líbia", estava escrito nos cartazes exibidos pelos manifestantes.

Outros cartazes apresentavam homenagens ao embaixador americano morto no ataque: "A Líbia perdeu um amigo", "Queremos justiça para Stevens". Antes de irem para a base da Ansar al-Sharia (Partidários da Lei Islâmica), os manifestantes já tinham expulsado uma outra milícia que ocupava um antigo prédio da segurança líbia no centro da cidade.

(Com agências EFE, AFP e Reuters)

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