Mundo islâmico
Além de Alepo, Homs é palco de fortes bombardeios
Chefe de observadores da ONU diz ter visto ataque contínuo a bairros civis
O chefe dos observadores da ONU na Síria, o general Babacar Gaye, afirmou nesta segunda-feira ter visto um intenso bombardeio nas cidades de Homs e Rastan, no centro do país. Na última semana, o foco dos bombardeios tem sido a cidade de Alepo, a segunda maior do país, onde o Exército sírio realiza uma violenta ofensiva desde sábado para expulsar os rebeldes.
Leia também: 'Queda de Assad é questão de tempo', diz observador da ONU
Entenda o caso
- • Na onda da Primavera Árabe, que teve início na Tunísia, sírios saíram às ruas em 15 de março de 2011 para protestar contra o regime de Bashar Assad.
- • Desde então, os rebeldes sofrem violenta repressão pelas forças de segurança, que já mataram milhares de pessoas no país.
- • A ONU alerta que a situação humanitária é crítica e investiga denúncias de crimes contra a humanidade por parte do regime.
"Durante minha visita a Homs, pude constatar pessoalmente um intenso bombardeio de artilharia e de morteiro", afirmou Gaye à imprensa em Damasco. "Era um bombardeio contínuo dos bairros", explicou.
Gaye também visitou a cidade de Rastan, na mesma região, que está nas mãos dos rebeldes há vários meses. Para o oficial, a cidade sofreu danos enormes. "Também havia tanques do Exército destruídos à beira da estrada principal", acrescentou. "Estou muito preocupado com a continuação da violência. E temos que reconhecer que esta violência vem de ambas as partes", enfatizou o chefe dos observadores.
A metade dos 300 observadores da Organização das Nações Unidas na Síria abandonou o país este mês, junto com seu chefe anterior, o general Robert Mood. O objetivo é mudar a atuação do grupo na Síria, de um enfoque militar para um mais político.
Renúncia - Enquanto isso, em Londres, o encarregado de negócios sírios, Jaled al Ayubi, renunciou a seu cargo nesta segunda-feira para "não ser representante de um regime que cometeu atos de repressão tão violentos contra seu próprio povo", anunciou o Ministério público das Relações Exteriores.
Segundo o Foreign Office, em um comunicado, Al Ayubi, o mais alto diplomata sírio em Londres, "nos disse que não podia continuar em suas funções".
(Com agência France-Presse)