09/11/2009 07:51

Representantes de vários paÃses e ex-lÃderes que entraram para a história do século XX estão reunidos na Alemanha nesta segunda-feira para as cerimônias que marcam os 20 anos da queda do Muro de Berlim, sÃmbolo máximo da guerra fria. Para começar as celebrações, a chanceler alemã Angela Merkel, que cresceu na antiga Alemanha Oriental, atravessou ao lado do ex-presidente soviético Mikhail Gorbatchov o local onde ficava um dos postos de controle do Muro.
Merkel fez questão de homenagear Gorbatchov. "Nós sempre soubemos que alguma coisa precisava ser feita para que as mudanças pudessem acontecer por aqui", afirmou a premiê. "Você tornou isso possÃvel. Você corajosamente deixou as coisas acontecerem, e isso significou muito mais do que poderÃamos imaginar", disse Merkel a Gorbatchov, ganhando aplausos da multidão que acompanha o evento.
Os principais eventos do dia foram planejados na região do portão de Brandemburgo, Ãcone da reunificação alemã, em 1990, um ano depois da queda do muro. Além de Gorbachev, Angela Merkel recebeu a secretária de Estado americana Hillary Clinton, o premiê britânico Gordon Brown e o presidente francês Nicolas Sarkozy. Entre os antigos lÃderes chamados a Berlim estão Lech Walesa, lÃder do movimento Solidariedade na Polônia, que se levantou contra o regime comunista e ajudou em sua queda, e o ex-premiê húngaro Miklos Nemeth, cuja decisão de abrir suas fronteiras deu inÃcio à fuga de alemães orientais na direção do ocidente.
"A noite de 9 de novembro de 1989 foi a realização de um sonho", disse Merkel durante seu discurso. "Muitos tiveram um papel. Mas não seria possÃvel sem a coragem das pessoas da antiga Alemanha Oriental". Ela ainda afirmou que esta segunda não é um dia de celebração apenas para a Alemanha, mas sim para toda a Europa. Merkel, porém, fez questão de salientar que a unificação alemã, até hoje, não está completa, uma vez que o lado oriental "ficou para trás em crescimento econômico".
Na véspera da comemoração, Hillary Clinton aproveitou a data histórica para pedir um combate renovado à opressão polÃtica em todas as partes do mundo. "Essa história não acabou na noite em que o muro caiu", lembrou ela. "Para expandir a liberdade a mais pessoas, é preciso aceitar que a liberdade pertence a todas as pessoas." Além dos polÃticos, músicos de diversas partes do planeta estão em Berlim. Na semana passada, o U2 fez um show diante do portão de Brandemburgo.
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