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Barack Obama: o começo ou o fim de uma era?
Nesta terça-feira, ao tomar posse como o 44º presidente dos Estados Unidos, Barack Obama herdará um país de poderes incontrastáveis. É um mamute militar, a maior economia do planeta, uma potência tecnológica e cultural. Mas, como sombra de mau agouro sobre todo o seu gigantismo, o país se encaminha para uma das maiores crises econômicas de sua história, cuja gravidade coloca em xeque a própria hegemonia americana no mundo.
Como o primeiro negro a presidir o país, a posse de Obama, 47 anos, é, mesmo, o coroamento de uma jornada histórica. A dúvida é saber se seu governo marcará o início de uma nova era, aprumando os EUA para manter seu status de potência dominante no século 21, ou se será o começo do fim de uma supremacia que moldou o mundo tal como o conhecemos hoje.
Sua posse, como convém aos impérios, será um evento global. A segurança é espetacular, com 20.000 homens, 150 equipes de agentes à paisana e especialistas em tudo segurança cibernética, material biológico, libertação de reféns. Para chegar aonde as coisas estarão acontecendo, qualquer cidadão terá de cruzar anéis de segurança, cada um mais restritivo que o outro, em que toda a bagagem será revistada e não passará nem guarda-chuva.
Para a solenidade da posse, foram 240.000 ingressos. No total, Washington espera receber entre 2 milhões e 4 milhões de visitantes. Por trás do clima festivo, no entanto, estará a carranca da crise. Nos dois meses que separam a eleição e a posse de Obama, a crise agravou-se de modo alarmante. Cerca de um milhão de empregos evaporaram. O crédito está congelado. O poder aquisitivo dos americanos, cuja gastança manteve a economia mundial numa alegre espiral por anos a fio, está desabando.
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