Internacional
Diplomacia
Suu Kyi recebe passaporte e poderá deixar Mianmar
LÃder da oposição quer viajar à Noruega para receber seu Nobel da Paz
Aung San Suu Kyi passou vários anos em prisão domiciliar em Mianmar (Soe Than Win / AFP)
A deputada e lÃder da oposição de Mianmar, Aung San Suu Kyi, recebeu um passaporte e poderá viajar ao exterior pela primeira vez desde 1988, anunciou nesta terça-feira uma fonte de seu partido. Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz que passou vários anos em prisão domiciliar, recebeu o documento na sexta-feira, explicou Nyan Win, porta-voz da Liga Nacional pela Democracia (LND), partido da opositora.
"É seu primeiro passaporte em 20 anos. Tenho a impressão de que tudo está voltando a ser normal", disse o porta-voz, antes de confirmar que Suu Kyi viajará em junho. A opositora birmanesa pretende viajar à Noruega para receber finalmente o prêmio Nobel da Paz, atribuÃdo a ela em 1991, e à Grã-Bretanha, onde estudou e conheceu o marido, que já morreu.
Desde que a Junta Militar anunciou a sua dissolução em março de 2011 e transferiu o poder a um governo civil, que iniciou um processo de reformas, Suu Kyi retornou com êxito ao centro da polÃtica nacional. Instalada na Grã-Bretanha, onde casou com um professor universitário britânico, Michael Aris, Suu Kyi retornou para a então Birmânia em abril de 1988 para cuidar da mãe, que estava doente. Em agosto de 1988, em plena revolta popular, a filha do general Aung San, herói assassinado da independência birmanesa, pronunciou o primeiro discurso público, que impressionou os compatriotas. A repressão provocou 3.000 mortes.
Suu Kyi foi colocada em prisão domiciliar no ano seguinte. No total, ela passou 15 anos presa em casa. Por temer nunca poder retornar ao paÃs, a "Dama", como é conhecida, permaneceu na capital birmanesa mesmo quando o marido, enfermo de câncer, morreu em 1999.
(Com agência France-Presse)

