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Atrasado pelo mau tempo, Hollande enfim parte para Berlim

Aeronave que transportava presidente foi atingida por raio, e ele precisou voltar

O avião que transportava o novo presidente francês, François Hollande - que viaja nesta terça a Berlim para um jantar com a chanceler alemã, Angela Merkel -, precisou voltar a Paris devido ao mau tempo. A aeronave foi atingida por um raio, e o presidente precisou embarcar em outra, que decolou pouco tempo depois. A previsão é de que Hollande esteja na Alemanha às 19h30, horário local (14h30, em Brasília).

Angela Merkel e François Hollande vão discutir as propostas das duas maiores potências da Eurozona para reativar a economia e responder ao caos político que ameaça a permanência da Grécia no bloco. O socialista Hollande, que quer renegociar o pacto fiscal europeu para incluir políticas de crescimento, afirma sua vontade de "abrir uma nova via na Europa".

"Temos que pesar os problemas que devemos enfrentar: uma dívida massiva, um crescimento débil, um desemprego elevado, uma competitividade fragilizada e uma Europa que sofre para sair da crise", disse Hollande, que levará essas questões no final da tarde à Merkel, grande impulsionadora dos programas de ajuste. 

Segundo analistas, os dois dirigentes deverão buscar um compromisso e o contexto exige entendimentos, uma vez que os ajustes não têm provocado as melhoras esperadas. A própria Merkel, cujo partido CDU sofreu no domingo uma dura derrota nas eleições regionais, admitiu ser a favor do crescimento, com a condição de evitar novas espirais de endividamento. O secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, deu "as boas vindas a este novo debate (sobre o crescimento) na Europa". 

Crise - De acordo com dados oficiais divulgados nesta terça-feira, na Eurozona, formada por 17 dos 27 países da União Europeia (UE), teve no primeiro trimestre de 2012 um crescimento nulo e evitou a recessão principalmente graças à resistência da economia alemã, que cresceu 0,5% com relação ao trimestre anterior e 1,7% em comparação com o mesmo período de 2011. O PIB da Espanha teve uma queda trimestral de 0,3% e a França registrou um crescimento nulo.

No fundo da lista está a Grécia, em recessão há cinco anos, que teve uma queda de 6,2% de seu PIB interanual e está imersa em uma grave crise após as eleições legislativas de 6 de maio, que deixaram em minoria os partidos tradicionais, adeptos dos ajustes impostos pela UE e pelo FMI em troca dos planos de resgate. As últimas discussões para formar um governo de tecnocratas fracassaram e o país se encaminha para novas eleições, provavelmente em meados de junho.

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