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Oriente Médio

Israel vai criar "corredor humanitário" em Gaza

06/01/2009 14:58

Com agência Reuters

Israel vai criar um "corredor humanitário" para a Faixa de Gaza, disse o gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert na madrugada desta quarta-feira (horário local), depois de agências humanitárias se queixarem das crescentes dificuldades para os cerca de 1,5 milhão de palestinos que habitam a região.

As forças terrestres de Israel, que invadiram o território no sábado sob a justificativa de impedir militantes islâmicos de dispararem foguetes, dividiram a Faixa de Gaza em duas partes e sitiaram seus principais centros urbanos.
 

Em nota, o governo de Israel disse que o corredor era uma recomendação dos chefes militares e garantirá acesso periódico a várias partes de Gaza para permitir o abastecimento básico dos palestinos.

O porta-voz Mark Regev disse que a medida é "um status especial para permitir a transferência de pessoas, alimentos e remédios", e que será implementada a partir de quarta-feira.
 

Ataque à escola - Pelo menos 30 palestinos, incluindo crianças, morreram após um ataque israelense a uma escola dirigida pela Organização das Nações Unidas (ONU) na Faixa de Gaza, nesta terça-feira. Um tanque realizou dois disparos próximos ao local, lançando estilhaços sobre pessoas que estavam dentro e fora do prédio. Segundo a ONU, ainda foram feridas 55 pessoas.

A escola, localizada no campo de refugiados de Jabaliya, vinha sendo utilizada como abrigo pelos palestinos que haviam deixado suas casas desde o início da ofensiva israelense, em 27 de dezembro.

As imagens das redes de televisão no local mostram os corpos no chão pouco após os disparos. Os feridos foram levados a dois hospitais. Segundo os médicos do hospital Kamal Adwan, pelo menos 30 pessoas no atendimento; dez teriam morrido no hospital al-Shifa.

Esconderijo - Os médicos esperam que o número de mortos e de feridos continue a subir. Israel ainda não comentou o incidente, mas já acusou militantes do Hamas de utilizarem escolas, mesquitas e residências de civis como esconderijo.

Trata-se do segundo prédio sob direção das Nações Unidas atacado por Israel. Na noite de segunda-feira, três rapazes palestinos da mesma família, todos civis, morreram vítimas de um bombardeio à escola de Asma, no campo de refugiados de Chati. Ao menos 450 pessoas estavam no local para se abrigar dos ataques.

Uma outra escola também foi atingida na manhã desta terça-feira em Khan Yunes, a maior cidade ao sul da Faixa de Gaza. Duas pessoas morreram.

Segundo a rede britânica BBC, o número de mortos desde o início dos ataques chega a 600. Somente nesta terça, teriam morrido 70 palestinos e cinco soldados israelenses.
 

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