Diplomacia
Assange promete publicar 3.700 arquivos sobre Israel
Dados, que serão divulgados em até seis meses, seriam inéditos e polêmicos
Assange disse que os arquivos ainda não foram publicados porque os jornais divulgaram aquilo que interessa mais a eles (Carl Court/AFP)
O fundador do WikiLeaks, Julian Assange, afirmou em entrevista divulgada pela rede de televisão Al Jazeera que seu portal publicará 3.700 documentos sobre Israel dentro de quatro ou seis meses. "Ainda estamos esperando para tornar públicos os arquivos sobre Israel. Quase todos são inéditos e polêmicos", disse.
Segundo o criador da portal, que teve acesso a mais de 250.000 mensagens diplomáticas americanas, apenas "1 ou 2%" dos documentos referentes a Israel foram revelados. Assange explicou que há "assuntos delicados" e "secretos" nestes telegramas. Entre eles, questões relacionadas à guerra entre Israel e o grupo radical Hezbollah, em 2006, ou sobre a morte do líder do grupo palestino Hamas, Mahmoud al Mabhuh, em janeiro deste ano, supostamente provocada pelos serviços de inteligência israelenses.
O australiano negou, no entanto, ter mantido qualquer contato com o governo de Israel. "Não tivemos nenhum contato direto ou indireto com Israel, mas acreditamos que os serviços de inteligência israelenses acompanham de perto o que fazemos", disse.
Ele explicou que os documentos não foram revelados até agora, pois o WikiLeaks depende dos cinco grandes jornais, que receberam o conteúdo, para sua divulgação. “O que já foi publicado reflete os interesses destes diários, como o britânico The Guardian, o espanhol El País e o francês Le Monde", afirmou. “Mas os arquivos não representam, necessariamente, o que consideramos importante. Nós vamos revelar todos os documentos que temos e isto demorará quatro ou seis meses", concluiu.
(Com agência EFE)




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