EUA
Afegãos apoiam McChrystal. Sua saída ameaçaria progressos no país
O general Stanley McChrystal (AFP)
Oficiais afegãos declararam que demitir o general Stanley McChrystal poderia interromper o progresso na guerra e prejudicar uma importante operação de segurança que ocorre contra o talibã no sul do Afeganistão. O general foi convocado por Washington para explicar duras críticas feitas sobre a equipe de segurança nacional do presidente Barack Obama, publicadas na revista Rolling Stone.
A reunião na Casa Branca, que aconteceu nesta quarta-feira, durou 20 minutos. De acordo com informações do jornal The New York Times, McChrystal apresentou uma carta de renúncia durante o encontro com Obama. Porém, nenhuma decisão foi divulgada sobre sua permanência no cargo de comandante das tropas dos EUA no Afeganistão.
Ao final de uma videoconferência com Obama, na noite de terça-feira, o presidente afegão, Hamid Karzai, expressou sua confiança no alto comandante da Otan no Afeganistão, informou o porta-voz de Karzai, Waheed Omar Said. Enquanto McChrystal foi duramente repreendido por seus superiores nos Estados Unidos, oficiais no Afeganistão saíram em sua defesa, dizendo que ele aumentou a cooperação entre afegãos e tropas internacionais. McChrystal teria trabalhado para reduzir casualidades civis e ganhado a confiança do povo afegão.
"O presidente acredita que nós estamos em uma conjuntura muito sensível na parceria, na guerra contra o terror e no processo de trazer a paz e estabilidade para o Afeganistão. Qualquer buraco neste processo não irá ajudar", disse o porta-voz. "Esperamos que não haja uma mudança de liderança nas forças internacionais aqui no Afeganistão e que continuemos a parceria com o general McChrystal".
Nesta quarta, o presidente americano disse ao primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que vai manter contato direto com ele sobre a situação no Afeganistão após o incidente com o general McChrystal.
Críticas - Em um longo artigo publicado na segunda-feira pela revista Rolling Stone, McChrystal, comandante dos 142.000 soldados da coalizão no Afeganistão, ironizou abertamente o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, conhecido por seu ceticismo ante a estratégia militar naquele país.
O general afirmou ainda ter se sentido traído pelo embaixador americano em Cabul, Karl Eikenberry, durante um debate no ano passado na Casa Branca também sobre a estratégia no Afeganistão. McChrystal criticou igualmente o enviado especial dos Estados Unidos para o Afeganistão e Paquistão, Richard Holbrooke.
Como se não bastasse, McChrystal recordou os atritos entre o exército e a Casa Branca no ano passado, quando o presidente Barack Obama refletia sobre o envio de reforços pedidos pelo general. O militar afirmou que foi um momento "penoso".



Comentários
Creso
Foi ele que desmaiou de tanto cansaço sobre o microfone dando uma entrevista.Mas os das salas refrigeradas que mandam sem entender nada de nada
25.06.2010