30/01/2012 - 11:27
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Mundo islâmico

Afegão mata a mulher por não ter lhe dado filhos homens

Ela foi estrangulada três meses depois de dar à luz terceira menina do casal

Mulheres afegãs sofrem com diversas formas de violência de gênero

Mulheres afegãs sofrem com diversas formas de violência de gênero (Ahmad Masood / Reuters)

Um homem matou sua mulher no norte do Afeganistão por não lhe dar nenhum filho homem, informou nesta segunda-feira uma fonte da polícia local. Segundo o porta-voz Syed Sarwar Hussaini, o casal teve uma discussão sobre o sexo do bebê, e Sher Mohammed estrangulou Storay, de 30 anos. Eles têm três meninas - a mais nova nasceu há três meses.

O crime aconteceu na noite de sábado em uma pequena aldeia da província de Kunduz, no norte afegão. As autoridades prenderam como cúmplice do assassinato a sogra de Storay, que presenciou a cena, mas o marido conseguiu fugir e ainda não foi localizado, apesar dos esforços das autoridades.

"Estamos interrogando a mãe do possível assassino. Segundo sabemos, Mohammed tinha ameaçado sua mulher de morte caso ela desse à luz outra filha", disse o porta-voz. Apesar dos avanços sociais conquistados com a queda do regime talibã, os direitos das mulheres no Afeganistão continuam sendo violados.

Leia também: Afeganistão - sai a guerra dos EUA, entra luta das mulheres

Fora da lei - Há um mês, a polícia resgatou uma jovem de 15 anos na província de Baghlan que, ao se recusar a se prostituir, foi trancafiada e torturada por seu marido e a família dele. A Missão das Nações Unidas no Afeganistão (Unama) denunciou em novembro que ainda resta "um longo caminho" na aplicação da legislação que protege as mulheres afegãs contra a violência de gênero.

De acordo com este órgão, no Afeganistão as leis se chocam com práticas socialmente aceitas como a compra e venda de mulheres para o casamento, os matrimônios infantis ou forçados, as violações e o "baad" (dar uma mulher de presente para resolver uma disputa familiar).

Confira ainda: As principais violações aos direitos das mulheres no mundo

(Com agência EFE)

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Cibely

Parece ser algo difícil de ser mudado, e é difícil não sentir repulsa ver o quanto as mulheres continuam submissas a esses - creio ser totalmente adequado classificar dessa forma - assassinos.

05.02.2012

Sergio

Esses são os bárbaros que querem dominar o mundo e impor suas práticas selvagens a todos - e os babacas "multiculturalistas" (desculpe a redundância) ainda defendem essa gente. Fora com esses fanáticos assassinos!!!

30.01.2012

Débora

A ignorância de alguns povos desse país é digna de pena. Eles nem sabem que o responsável pelo sexo do bebê é o pai.

30.01.2012

Roger

Seria cômico se não fosse trágico :-]

30.01.2012

Sandra

Isso não faz sentido. O "culpado" não ter nascido nenhum filho homem é ele. Afinal, é o espermatozoide que define o sexo biológico do bebê.

30.01.2012

Vera

Barbarismos! Essa região está no mínimo 1000 anos atrasados culturalmente. As potências ocidentais, obviamente não conseguiram corrigir, mas minimizaram e ainda sim esse pequeno feito está sob forte risco com a sua saída. Pobre mulheres sob o jugo do talibã. A missão da ONU terá que recrudescer e muito as suas ações em favo(..)

30.01.2012

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