Tarja - Olimpiada 2012

Basquete

Vinte anos após 'Dream Team', NBA tenta sair da Olimpíada

Se depender da liga americana, basquete seguirá modelo do futebol nos Jogos

Kobe Bryant e seus companheiros comemoram a medalha de ouro da seleção americana de basquete na Olimpíada de Pequim, em 2008

Kobe Bryant e seus companheiros comemoram a medalha de ouro da seleção americana de basquete na Olimpíada de Pequim, em 2008 (Jed Jacobsohn/Getty Images)

"Com a Olimpíada e a Copa, os jogadores vão acabar atuando sem parar durante o ano todo", reclama Adam Silver, dirigente da NBA

Uma das grandes atrações dos Jogos Olímpicos de Londres será a equipe americana de basquete, com jogadores como Kobe Bryant, LeBron James e Chris Paul. A participação desses astros da NBA na Olimpíada acontece exatos vinte anos depois do primeiro "Dream Team" americano, que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird - e entrou para a história como o melhor time de basquete de todos os tempos (confira no vídeo abaixo algumas imagens daquela equipe). Londres, porém, pode ser a última sede olímpica a receber um supertime de profissionais americanos. Se depender da própria NBA, o Rio de Janeiro já não terá a chance de assistir aos supercraques na quadra - em 2016, a seleção americana poderá ser formada apenas por jovens.

Acervo Digital: Leia reportagem original de 1992 sobre o "Dream Team" de Barcelona

Os planos da NBA foram revelados na noite de quarta-feira, nos EUA, pelo comissário da liga americana, David Stern. Preocupado com o conflito de agendas - o campeonato da NBA acaba pouco antes do início dos Jogos Olímpicos, o que deixa os jogadores exaustos e prejudica a preparação para a temporada seguinte -, Stern defendeu abertamente a adoção de um modelo similar ao do futebol olímpico, em que as seleções são formadas só por jogadores de até 23 anos, com apenas três vagas para atletas acima dessa idade. De acordo com Adam Silver, braço-direito do comissário da NBA, os donos das equipes - que pagam fortunas aos seus astros - são os principais defensores da mudança, já que recebem jogadores cansados e às vezes machucados depois da Olimpíada.

Além dos Jogos, o dirigente citou também a Copa do Mundo de basquete, novo modelo do campeonato mundial da modalidade. "Com a Olimpíada e a Copa, os jogadores vão acabar atuando sem parar durante o ano todo", reclamou Silver. A intenção de adaptar a regra e imitar o futebol seria uma alternativa que possibilitaria aos americanos atender seus próprios interesses comerciais mas também continuar competindo pelo ouro - afinal, a outra solução para o problema seria simplesmente não levar os astros da NBA aos Jogos. Como muitas outras seleções têm evoluído bastante nos últimos anos, os americanos já não podem mais se dar ao luxo de competir sem seus melhores jogadores. De acordo com os dirigentes da NBA, a discussão será aprofundada com a Fiba (federação internacional de basquete) logo depois dos Jogos de Londres.

Serviços

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados