Basquete
Vinte anos após 'Dream Team', NBA tenta sair da OlimpÃada
Se depender da liga americana, basquete seguirá modelo do futebol nos Jogos
Kobe Bryant e seus companheiros comemoram a medalha de ouro da seleção americana de basquete na OlimpÃada de Pequim, em 2008 (Jed Jacobsohn/Getty Images)
"Com a Olimpíada e a Copa, os jogadores vão acabar atuando sem parar durante o ano todo", reclama Adam Silver, dirigente da NBA
Uma das grandes atrações dos Jogos OlÃmpicos de Londres será a equipe americana de basquete, com jogadores como Kobe Bryant, LeBron James e Chris Paul. A participação desses astros da NBA na OlimpÃada acontece exatos vinte anos depois do primeiro "Dream Team" americano, que tinha Michael Jordan, Magic Johnson e Larry Bird - e entrou para a história como o melhor time de basquete de todos os tempos (confira no vÃdeo abaixo algumas imagens daquela equipe). Londres, porém, pode ser a última sede olÃmpica a receber um supertime de profissionais americanos. Se depender da própria NBA, o Rio de Janeiro já não terá a chance de assistir aos supercraques na quadra - em 2016, a seleção americana poderá ser formada apenas por jovens.
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Os planos da NBA foram revelados na noite de quarta-feira, nos EUA, pelo comissário da liga americana, David Stern. Preocupado com o conflito de agendas - o campeonato da NBA acaba pouco antes do inÃcio dos Jogos OlÃmpicos, o que deixa os jogadores exaustos e prejudica a preparação para a temporada seguinte -, Stern defendeu abertamente a adoção de um modelo similar ao do futebol olÃmpico, em que as seleções são formadas só por jogadores de até 23 anos, com apenas três vagas para atletas acima dessa idade. De acordo com Adam Silver, braço-direito do comissário da NBA, os donos das equipes - que pagam fortunas aos seus astros - são os principais defensores da mudança, já que recebem jogadores cansados e à s vezes machucados depois da OlimpÃada.
Além dos Jogos, o dirigente citou também a Copa do Mundo de basquete, novo modelo do campeonato mundial da modalidade. "Com a OlimpÃada e a Copa, os jogadores vão acabar atuando sem parar durante o ano todo", reclamou Silver. A intenção de adaptar a regra e imitar o futebol seria uma alternativa que possibilitaria aos americanos atender seus próprios interesses comerciais mas também continuar competindo pelo ouro - afinal, a outra solução para o problema seria simplesmente não levar os astros da NBA aos Jogos. Como muitas outras seleções têm evoluÃdo bastante nos últimos anos, os americanos já não podem mais se dar ao luxo de competir sem seus melhores jogadores. De acordo com os dirigentes da NBA, a discussão será aprofundada com a Fiba (federação internacional de basquete) logo depois dos Jogos de Londres.