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"Seu retorno é a última coisa em que quero pensar. Ele é um ser humano incrível, fez coisas sensacionais aqui no UFC. Não quero contar com a volta dele nem com a aposentadoria dele. Não é hora de falar nisso"�, disse Dana White

O presidente do UFC parece já estar se conformando com a ideia de ficar sem seus dois maiores astros em 2014 - e possivelmente para sempre. Ao comentar a contusão que interrompeu a luta entre Anderson Silva e Chris Weidman, na madrugada deste domingo, no UFC 168, em Las Vegas, Dana White falou sobre o brasileiro em tom de despedida, afirmando abertamente que acha difícil que o ex-campeão consiga se recuperar e voltar a lutar no octógono. Poucas semanas depois do anúncio do afastamento de Georges St-Pierre por tempo indeterminado, Anderson foi vítima de "um dos piores acidentes já vistos no UFC", disse o chefão do torneio. "Ninguém imaginaria em um milhão de anos que isso poderia acontecer�. Ele saiu daqui direto para o hospital e para a mesa de� cirurgia. Um dos médicos do UFC foi direto para lá com ele. Seria uma forma horrível de vê-lo se despedir."

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Dana White disse ainda que notou uma diferença clara no comportamento do brasileiro antes da luta. "Ele não parecia o mesmo de sempre, havia mais pressão na posição em que ele estava." Se depois da primeira derrota de Anderson para Weidman o dirigente ignorou a resistência do ex-campeão e tentou convencê-lo a marcar uma revanche logo em seguida, desta vez Dana White foi extremamente respeitoso com o momento difícil vivido pelo maior lutador da história da companhia. Questionado sobre se tinha conversado com Anderson, ele afirmou que "não quis chegar nem perto dele". "Ele não estava em condição alguma de falar. Ele vai ficar fora por muito tempo. E nada disso importa. Seu retorno é a última coisa em que quero pensar. Ele é um ser humano incrível, fez coisas sensacionais aqui no UFC. Não quero contar com a volta dele nem com a aposentadoria dele. Não é hora de falar nisso."� �Ao lado de Dana White, Chris Weidman explicou o acidente que provocou o fim da revanche e garantiu a ele a manutenção do cinturão.

"Na primeira luta, o golpe que ele mais usou contra mim foi esse chute baixo. Nos treinos, foi o que mais praticamos, a defesa desse golpe. Eu nunca tinha quebrado a perna de ninguém. Queria, sim, colocar o joelho na canela dele para impedir que ele continuasse me chutando, mas não queria que ele se machucasse, é claro." Com o próximo adversário já definido - outro brasileiro, Vitor Belfort, que vem de três grandes vitórias -, Weidman se disse satisfeito com a decisão do UFC. "Acho que será uma grande luta. Ele é um adversário muito diferente do Anderson, será um grande desafio para mim. Estou ansioso para enfrentá-lo." Belfort, que foi a Las Vegas para acompanhar o duelo de perto e pretendia desafiar o campeão na entrevista coletiva dos atletas, não conseguiu protagonizar essa cena: quando ele enfim pegou o microfone em meio aos jornalistas, a luta já estava confirmada e Weidman já havia concordado totalmente com o compromisso. O carioca elogiou o americano, agradeceu pela oportunidade e disse que só aguarda data e local do combate. "Estou pronto e já esperando pela luta."

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